A FIA chancelou hoje uma alteração que pode ter um forte implicância nas estratégias das equipas daqui para a frente. Ao tornar efetiva já a partir do GP da Hungria F1 a obrigatoriedade de rodar no pitlane a uma velocidade máxima de 80 Km/h (antes eram 100 Km/h) esse facto vai fazer com que os pilotos passem a gastar mais quatro segundos entre o momento que entram e saem do pitlane – no caso da prova húngara – o que vai fazer com que as equipas possam alterar as estratégias de corrida, reduzindo o número de paragens nas boxes.
Adicionalmente, isso pode beneficiar as equipas cujos monolugares tratam melhor os seus pneus, que são a Lotus, Ferrari e Force India. Com as alterações que os pneus foram alvo, estes vão agora degradar-se menos, o que ajudará estas equipas. E como? Até aqui e tendo em conta a degradação de pneus, o melhor pneu para as corridas era o composto duro, e isso limitou as equipas cujos monolugares poupavam mais pneus.
Com a menor degradação que vai haver a partir daqui, os compostos mais macios passam a entrar nas contas das corridas e quem melhor os poupa vai ter vantagem. Não só porque vai menos vezes às boxes como pode passar mais tempo em pista com os compostos mais macios, pois estes vão permitir ficar em pista mais tempo, mas não o suficiente para quem já tinha problemas com o desgaste.
Tomando como exemplo a pista húngara, a performance entre os dois compostos escolhidos é cerca de um segundo por volta, e por isso neste Grande Prémio espera-se que existam ‘novidades’ significativas nas estratégias de corrida, sendo que a Pirelli tem também um grande desafio pela frente porque se preveem temperaturas muito altas.
Por tudo isto, a Lotus, Ferrari e Force India, caso escolham bem as estratégias vão ver aumentadas as suas hipóteses de vitória ou de terminar bem classificadas aso GPs. No domingo vamos já ver se assim será.










