Adrian Campos foi dos primeiros a avançar quando a FIA anunciou uma F1 limitada a 33 milhões de euros por ano, por equipa, ficando em situação complicada quando a Federação teve de fazer marcha-atrás nos seus planos irrealistas. Aceitando a imposição de utilizar motor Cosworth e caixa de velocidades da X-trac, o espanhol foi surpreendentemente preferido face a Villadelprat, pois não tinha fábrica, pessoal, departamento de projecto nem patrocinadores.
Para ter carro, Campos contratou a Dallara – que deslocou 80 engenheiros para este projecto e reforçou com gente como Gabriele Tredozi – mas necessitou dum parceiro que pagasse as contas, pois a Meta 1 não encontrou qualquer patrocinador para o apoiar.
O mesmo acontece com Daniele Audetto, imposto por Ecclestone como director Desportivo, como condição para tentar ajudar a equipa de Valência. Por isso Campos procura desesperadamente pilotos com grandes apoios, e depois de ter confirmado Bruno Senna, está a pressionar Vitaly Petrov e Pastor Maldonado para assinarem com a sua equipa, único modo de não ter de renunciar ao projecto. E Antonio Cuquerella, contratado à Sauber como Chefe de Engenheiros, não tem tido tarefa fácil em encontrar interessados a juntar-se a uma equipa com mais interrogações do que certezas viabilidade muitos continuam a duvidar, embora a recente apresentação oficial de Bruno Senna como piloto para 2010 seja uma prova que as nuvens negras se dissiparam um pouco. Um caso a seguir…









