Max Verstappen classificou como um desastre os problemas de rádio que dificultaram a comunicação com a Red Bull no Grande Prémio dos Estados Unidos, em Austin, onde terminou em terceiro, atrás de Andrea Kimi Antonelli e Charles Leclerc. O neerlandês afirmou que as falhas se têm repetido ao longo de 2026 e ironizou que a equipa talvez devesse passar a comunicar em língua gestual.
As dificuldades de comunicação surgiram pelo segundo Grande Prémio consecutivo, depois de a Red Bull não ter conseguido ouvir Verstappen durante parte da corrida de Singapura. O tetracampeão mundial ressalvou, porém, que o problema não se limita às duas últimas provas: “Não é a segunda vez. Já aconteceu nem sei quantas vezes este ano. Talvez devêssemos começar a comunicar em língua gestual. Provavelmente também sai mais barato. É um desastre. É realmente frustrante, para ser sincero.”
Além dos problemas de comunicação, Verstappen revelou algum desagrado pela forma como a corrida se desenvolveu, mas enalteceu a recente melhoria de forma da equipa:
“Não foi a minha melhor corrida, pois houve muitas coisas que não correram bem e enfrentámos vários problemas. A maior interrogação é por que razão os pneus não funcionaram bem, enquanto os compostos mais duros tiveram, na verdade, um desempenho muito bom; por isso, é algo que temos de analisar. Tivemos dificuldades com a consistência do motor ao longo da corrida, algo em que teremos de trabalhar, mas ainda assim é um pódio; por isso, se olharmos para o início do ano e para onde estamos agora, ficamos satisfeitos. Tivemos vários pódios consecutivos, mas, ao mesmo tempo, o nosso objetivo é sempre sermos os primeiros e queremos ganhar mais. É bom ver que estamos agora em terceiro lugar no Campeonato de Construtores. O objetivo para o resto do ano será manter essa posição. Vai ser difícil, mas vamos continuar a trabalhar.“









