Giancarlo Minardi, antigo patrão da Minardi, está preocupado com a constante canibalização dos mais míticos Grandes Prémios de Fórmula 1 europeus, e o próximo que está na lista é o mítico traçado de Monza. Mesmo que os seus responsáveis estejam a tentar inventar formas de manter a corrida, quem tem a maior possibilidade de o fazer, Bernie Ecclestone, prefere continuar a contar dinheiro ao invés de se preocupar também um pouco com a perda de adeptos na modalidade. Desta vez é Giancarlo Minardi a fazer ouvir a sua opinião, aproveitando também para dizer que não percebe como alguns governos europeus não percebem a importância da F1 no crescimento das receitas do país através do turismo:
“Estamos a falar de circuitos que fazem parte da tradição da modalidade, e não apenas em termos desportivos. Alemanha e França já perderam os seus grandes Prémios, e isso devia fazer-nos pensar. Até aqui, Monza gozou de um estatuto de privilégio comparado com a média dos circuitos europeus, mas hoje em dia a única forma dos organizares poderem ganhar dinheiro para pagar o que Bernie Eclestone exige é a venda de bilhetes e dessa forma e quase impossível fazer face aos custos. Contudo devo recordar às autoridades italianas que a F1 gera grande retorno, com números a que só os Jogos Olímpicos e os campeonatos do Mundo chegam, mas apenas de quatro em quatro anos. A F1 representa um benefício económico real para os estados, e os governos deviam intervir de alguma forma. Recordo que não devemos esquecer que Itália tem uma grande herança no desporto automóvel e por isso devíamos usar a modalidade como um imã para atrair turistas. Vejam os exemplos das corridas mais recentes que chegaram à F1, Abu Dhabi, Singapura e Rússia, que apostaram na F1 para fazer crescer o turismo. Vejam na Malásia como a Petronas utilizou o desporto automóvel para se tornar num gigante à escala mundial. No passado o mesmo aconteceu com Imola e Adelaide, na Austrália. Quem conheceria essas cidades se não fosse a F1? Por isso quero desejar a melhor das sortes a Ivan Capelli, Presidente do Clube Automóvel de Milão, boa sorte nas negociações com Bernie Ecclestone. Lembrem-se todos que Monza, tal como Silverstone e Monte Carlo, são a Fórmula 1.”










