Valtteri Bottas tinha sido uma das grandes revelações de 2014 e entrou neste Mundial com expectativas elevadas. Mas a Williams acabou por não dar o passo em frente que o finlandês esperava, foi amplamente superada pela Ferrari e o nórdico perdeu mesmo a quarta posição no Mundial para Kimi Raikkonen na última corrida do ano.
Pelo caminho, Bottas teve de superar duas situações complicadas, que afetaram um pouco, como confessou no final do Mundial, o seu andamento. Primeiro, um problema físico, que o impediu de correr em Melbourne e tornou penosa a sua atividade até ao GP do Canadá; depois, a enorme pressão mediática de ser ligado com uma passagem para a Ferrari, que só abrandou quando foi mesmo confirmado na Williams por mais um ano, no início do verão.
Antes, Bottas já tinha mostrado a solidez habitual no Bahrein, Espanha e Canadá, mas foi na fase final do ano que bateu Felipe Massa de forma clara, restabelecendo a sua reputação e a sua posição no seio da Williams. Infelizmente a subida de forma coincidiu com a quebra de rendimento da Williams, pelo que só no México Bottas foi ao pódio, mesmo se em Sochi só perdeu o terceiro lugar devido a um erro grosseiro de Raikkonen. Mais rápido e constante que Massa, Bottas é mesmo um piloto de grande futuro, com as lições aprendidas este ano a poderem torná-lo ainda mais forte.










