A Pirelli concluiu os testes de pré-época da Fórmula 1 com um balanço positivo sobre a robustez da nova geração de pneus, apesar da quilometragem total ter revelado que a gestão térmica e a adaptação aos novos monolugares de 2026 serão os grandes desafios imediatos para as equipas.
Mario Isola, diretor de desporto motorizado da Pirelli, salientou que as alterações profundas aos monolugares direcionaram a atenção das equipas sobretudo para unidades motrizes e aerodinâmica, adiando em alguns casos a fase de otimização do pacote carro‑pneu. Ainda assim, considerou que o feedback em pista foi consistente com as simulações internas, realçando a robustez mecânica da nova geração de pneus, sem sinais de graining ou blistering, embora com níveis de degradação superiores ao previsto para o Grande Prémio do Bahrein, quando as temperaturas deverão ser mais baixas e os carros mais desenvolvidos.
Isola sublinhou que a gestão de temperaturas entre eixos será um tema central em 2026, sobretudo em circuitos citadinos como Melbourne, onde cargas mais reduzidas podem exigir maior preparação dos pneus ou temperaturas diferenciadas nas mantas, em particular na qualificação.
Quilometragem total superior à volta ao mundo
No cômputo geral, os 11 conjuntos em pista percorreram 41.366 quilómetros ao longo dos seis dias de testes, mais do que a circunferência da Terra. Só na segunda semana foram completados 20.693 quilómetros, com o composto C3 a representar 61% da utilização total e a afirmar‑se como a escolha dominante nos dois blocos de testes. Desde quarta‑feira, foram usados 326 jogos de slicks, num total de 591 jogos ao longo de toda a pré‑época.
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