Colton Herta tornou-se num dos protagonistas da F1 sem nunca ter feito uma corrida na categoria máxima do desporto motorizado. O piloto americano tem sido visto como potencial substituto de Pierre Gasly na Alpha Tauri, caso este se mude para a Alpine. Mas Herta tem um problema. Com 32 pontos na sua superlicença, faltam 8 pontos para chegar aos 40 necessários para poder correr na F1 e isso está a causar alguma celeuma no paddock.
De um lado, temos um grupo que defende que as regras têm de ser alteradas e que não faz sentido que pilotos de qualidade que correm na Indy ou noutras categorias, não possam dar o salto para a F1. Outros defendem que é preciso manter o sistema e que só assim se valorizam as categorias de iniciação e a entrada na F1.
“O desporto tem de respeitar as regras”, disse Stefano Domenicali. “Claro, os pilotos americanos, ou outros, são muito importantes. Se ele é elegível para vir para a F1 porque tem os pontos, é uma notícia fantástica. Mas há uma pirâmide que tem de ser subida, há um protocolo a respeitar, e essa é a situação. Portanto, é realmente o que acredito ser correto fazer”.
Já Zak Brown, que anda muito ativo no mercado, defende mudanças:
“Mohamed (ben Sulayem) está a fazer muitas revisões de coisas que herdou”, diz ele a Racer, “e penso que todo o sistema de licenças precisa ser revisto. Percebo que as regras são regras e as regras não devem ser desrespeitadas. Mas questiono-me se só porque são regras que estão em vigor agora, se são corretas. Alguém do calibre de Colton ou do calibre de Pato [O´Ward], ou metade do pelotão aqui (na IndyCar) têm capacidade para a Fórmula 1. Mas penso que se alguém como Colton, que ganhou muitas corridas de IndyCar, não é elegível para uma superlicença, então penso que precisamos rever o sistema”.
Já foi referido recentemente que os Treinos Livres poderão dar pontos à superlicença e outras soluções poderão ser escolhidas. O que é certo é que este tema ainda vai dar que falar.
Na sondagem feita há uma divisão clara entre as pessoas que sugerem uma revisão total do sistema e as que sugerem manter o sistema tal como está. Há balança tende ligeiramente para a revisão total do sistema (43.9%), mas muitas pessoas votara na opção de manter tudo tal como está (38.6%). As opções que referiam “exceções especificas” e “abolir o atual sistema” tiveram votações mínimas.
Não há, portanto, uma tendência clara e os nossos leitores parecem divididos quanto ao caminho a segir e que, para já, continua a ser discutido.

Vox Pop
No que respeita a leis, costumamos ouvir os juristas dizer que não se deve mudar uma lei, por causa de um caso específico, embora se possa discutir a sua alteração para futuro. Se aplicarmos esta máxima a este caso, eu diria que, neste momento, e para 2023, se deve manter tudo como está, mas abrir a discussão com vista a um aperfeiçoamento da tabela, Exceções, só se houver outra pandemia.
Cágado1
As regras ou são para cumprir, ou não estão lá a fazer nada. A FIA fez estas regras, para que não apareçam pilotos apenas pelo seu interesse comercial, tem de as usar quando é isso que está em causa. Se as quiserem mudar, que mudem, mas não por um caso específico.
Juro que ainda por cima não percebo porquê tanto alarido com o Colton Herta! Nem na terra dele ganhou nada de significativo, porque é que se havia de abrir uma exceção para vir para a F1. Se ainda fosse o Palou, ou o O’Ward!…
Se querem aumentar o interesse nos EUA, deixem é entrar a Andretti e os pilotos logo se seguirão.
Sem dúvida que as leis e regulamentos têm que ser respeitados. O desporto evoluí e a sociedade também. As leis por vezes, têm que ser ajustadas perante essa evolução. Agora nunca poderá ser alterada para favorecer esta ou aquela situação assim como fez e faz o Poutine.











