Segundo notícias veiculadas pelo Automotive News Europe, citando fontes próximas do conselho de administração da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e da Ferrari, foi pedida uma reunião de todo o conselho para analisar a situação de Sérgio Marchionne à frente dos destinos das duas empresas. Reunião essa que está a decorrer neste sábado.
Figura desde sempre controversa e politicamente pouco correta, Sergio Marchionne tinha os dias contados á frente da FCA e da Ferrari. Sairia no final deste ano. Porém, segundo as fontes contactadas pelo Automotive News Europe, a recente operação ao ombro que o italiano foi submetido e algum descontentamento por parte algumas opções de Marchionne, aceleraram o processo e o conselho está reunido.
Para a Fiat, são apontados vários nomes: Alfredo Altavilla (responsável pela divisão europeia e médio oriente), Richard Palmer (diretor financeiro), Pietro Gorlier (o CEO da Magnetti Marelli) e Mike Manley (CEO da Jeep). Já para o apetecido lugar de CEO da Ferrari, o mais bem colocado para suceder a Marchionne é o antigo presidente da Philip Morris (Marlboro) Louis Carey Camilleri (na foto ao lado). John Elkann, membro da família Agnelli, é apontado para lugar de presidente da Ferrari.
Naturalmente que a Fiat e a FCA declinaram comentar estas alterações, embora sejam rumores que há muito circulavam no universo automóvel face a algum desgaste de Marchionne, embora nada tivesse sido decidido já que o italiano iria sair no final de 2018.
Este afastamento de Marchionne pode ter influência na forma como a Ferrari se irá manter na Fórmula 1, já que foi ele que deu “empurrão” decisivo para a equipa melhorar e estar em condições de lutar pelo título e foi, também, quem esteve por trás da chegada da Alfa Romeo à Fórmula 1, englobada no plano, mais um, para revitalizar a casa do Biscione. Foi, também ele, quem ameaçou retirar a Ferrari da F1 caso os regulamentos de 2021 não seguissem na direção que ele entendia como não vantajosa para a casa de Maranello.
Se para o lugar de Marchionne entrar Camillieri, o futuro na F1 da Ferrari poderá estar assegurado. O ex-presidente da Philip Morris (Marlboro) sempre foi um defensor da casa italiana e durante o seu mandato, o contrato de patrocínio com a Ferrari manteve-se – tal como sucede agora! – mesmo com as duras restrições à publicidade ao tabaco. Camillieri, nascido em Alexandria, no Egito, há 63 anos, até do seu percurso à frente da Philip Morris, ficou conhecido pelo seu namoro com Naomi Campbell, a famosa modelo que foi namorada de Flavio Briatore. Veremos no final da reunião de hoje se há fumo branco e um nome para o lugar de Marchionne ou se tudo não passou de um conclave para organizar tudo para no final do ano o italiano sair de uma forma suave e sem mais problemas.











