A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) viu com muito bons olhos a vinda do Grande Prémio de Fórmula 1 e do Moto GP, para o Algarve, e deixa apelo ao Governo para fazer os possíveis para manter os eventos. Se o MotoGP é dado adquirido, já a Fórmula 1 ‘pia muito mais fino’ e pagar entre 30 a 40 milhões é um exercício muito difícil para um país como Portugal. Mas há que fazer contas, e perceber a viabilidade. Esta Associação, a AHETA entende que dava muito jeito ao Algarve combater a sazonalidade, e nada melhor que este tipo de eventos para o fazer. Ainda assim, o AIA está cheio o ano quase todo, isso contribui, mas só eventos como a F1 ou o MotoGP trazem consigo muitos milhares de pessoas, quer seja diretamente ligadas aos eventos, e adeptos. E estes números, saber quem cá passou com a F1, e irá passar, com o MotoGP, vai permitir fazer contas que não são difíceis de fazer.

Basta olhar para os outros anos e comparar as diferenças. O que estiver a mais naquelas datas, pertence à F1 ou MotoGP e depois é só somar. Quando valeu nos outros anos e em 2020? O estado arrecada, regra geral, 23% IVA, 13% na restauração. Mesmo sendo um ano atípico, estiveram 27.500 pessoas no Algarve, mais 2.000 com a F1, houve muitos convidados, etc, pelo que se pode falar em pelo menos mais 30.000 pessoas que o habitual. Mesmo que muitas só tenham viajado domingo, Portugal é um país pequeno e em sete horas vai-se de Lés-a-Lés, muito dinheiro há-de ter ficado no Algarve. Que não existiria se não tivesse cá vindo a F1.
“Quando realizados em períodos de menor procura, eventos desta natureza geram fluxos turísticos importantes para a região, funcionando também como meios privilegiados de promoção e divulgação turística, atendendo à sua elevada cobertura mediática internacional”, diz a AHETA.
Lógico que sim. Portanto, a pergunta que se coloca é: Haverá a possibilidade de a Fórmula 1 visitar o Algarve e Portugal nos próximos anos?
A resposta é sim, mas não é fácil.
Com a expansão do número de Grandes Prémios que se prevê nos próximos anos, Portugal poderá emergir como uma possibilidade para um “calendário da nova normalidade”, desde que o Estado assegure o seu apoio, até porque a quantia exigida para a organização de uma prova de Fórmula 1, entre 30 a 40 milhões de euros, é recuperável através do retorno direto.
Segundo diversos estudos, o impacto económico local de um Grande Prémio de Fórmula 1 ronda os 100 milhões de euros, o que significa receitas para o estado de vinte e três milhões de euros só em IVA. Se estas contas se confirmarem por extrapolação, a manutenção do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 passa a ser uma questão de oportunidade e vontade política.

Mas não é líquido que depois de Portugal ter colocado 30.000 pessoas no AIA a ver F1, que consiga meter três vezes mais num ano normal. E há que fazer bem as contas, entre investir 30 a 40 milhões e ter a certeza que pelo menos, ficou cá mais que isso, e o resto é como diz a Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques: “A F1 é uma das modalidades mais mediáticas e que move milhões globalmente. Trata-se, portanto, de uma oportunidade única para Portugal, enquanto destino turístico de excelência, de retirar partido deste volume de seguidores para promoção e reforço da posição enquanto melhor destino do mundo”.











Face às dificuldades económicas que estamos a viver, é preciso fazer bem as contas, que dependendo de quem as faz, podem dar valores muito diferentes.
(continuação)
Mas organizado fora da época alta, é bem capaz de atrair muitos estrageiros, que aproveitam a ocasião para passar uns dias de férias no Algarve. Uma oportunidade para empresas de animação turística, que podem fazer um programa completo para 8 ou 15 dias.
A F1 sempre foi muito cara, mas os preços dos ingressos pareceram exagerados…para ver apenas 20 carros, por muito bons que sejam e respectivos pilotos.A F1 devia ter mais carros e equipas. Quanto à pista é tão enrolada que é original e até deu uma boa corrida. Agora questões de big money, claro que não podemos competir com outros. Mas o português sabe receber como ninguém e em calor humano ninguém nos bate, com covid ou sem covid.O Algarve e o pais bem precisam. Ânimo e cabeça bem levantada, porque para aqueles que nos querem “tratar da saúde” já basta… Ler mais »
Eu prefiro pagar para este tipo de inventos. Que dao visibilidade ao pais. Do que para alguns senhores como, novo banco, caixa ou tap. Que é uma vergonha pó pais. Andam a encher os bolsos a custa do Zé povinho.
A resposta está possivelemente na motivação q leva à compressão do fim de semana de F1 em só 2 dias.Não se trata de poupar nos custos ou tornar imprevisíveis os domingos como dirão os cândidos que ainda acreditam na fábula do budget cap.. O dinheiro comanda, é a única razão. E como se faz para obter + ainda? Aumenta-se os fds de corrida. E como se faz para aumentar os fds de corrida? Têm que ficar mais curtinhos, e assim 2 dias em vez de 3 eis como vai ficar + fácil ter 1 corrida por semana e logo naquelas… Ler mais »