2016 irá marcar o regresso da Renault como equipa oficial ao Campeonato do Mundo de Fórmula 1. A equipa está ciente das dificuldades que terá pela frente, esperando um ano difícil mas, por outro lado, tudo aponta para que a Renault disponha de um orçamento elevado que a poderá fazer crescer rapidamente.
O diretor da equipa, Cyril Abiteboul, afirma: “Precisamos de ser honestos. Quando se decide entrar na Fórmula 1 a 18 de dezembro, não há como esperar resultados fantásticos. Na minha opinião, o próximo ano não vai ser bem-sucedido se apenas conseguirmos andar bem. Existem muitas coisas que queremos fazer bem no próximo ano, começando pela estrutura. Quão bem vamos integrar a estrutura? Como vamos integrar as pessoas, a organização? Como vamos ajustar as ligações entre as duas entidades? A cultura? Como vamos resolver a questão do motor?”, questionou.
“Queremos um motor que seja completamente fiável no inicio da temporada. Queremos dar passos substanciais. A meta para o próximo ano não tem a ver apenas como somar pontos no campeonato. Mas precisamos de ser humildes nas nossas expetativas”, acrescentou.
Para que a equipa consiga atingir o nível pretendido, Cyril Abiteboul explica que há um plano orçamental a rigor, o suficiente para que a Renault se torne uma das grandes equipas do pelotão. “Acho que existe um plano de negócios muito bom, um plano de negócios muito robusto, pelo menos, a curto prazo, para garantir que vamos fazer o trabalho que precisamos fazer”, lembrando: “Recebemos uma margem de tempo (ndr. três anos) no comunicado do Carlos Ghosn, e precisamos de ser pragmáticos. Sabemos que vai levar tempo.”
“O que não deve demorar é a capacidade da Renault de transformar o que fará na pista em um valor de marketing tangível para o grupo e para a marca. Isso é realmente importante, já que é aquilo que nos dar estabilidade, garantindo a capacidade de nos transformar em uma das equipas grandes”, finalizou.










