Helmut Marko tem-se desdobrado em declarações nos últimos dias e a última surge em tom de ‘ameaça’: A Red Bull pode retirar-se da Fórmula 1 caso não consiga encontrar uma alternativa ‘competitiva’ à Honda. E porquê? Marko revelou à Auto Motor und Sport que a Red Bull não terá capacidade de atrair um novo fabricante de motores para a Fórmula 1, até porque isso não faz sentido não só pelo tempo que esses motores teriam de vida como do dinheiro a gastar para o fazer: “Ninguém quer fazer tal esforço durante um período de apenas quatro anos até ao próximo regulamento. A tecnologia híbrida é demasiado complicada e cara, e para além disso ninguém chega e é imediatamente competitivo”, disse alegando que os custos foram fator na decisão da Honda: “Devíamos ter cortado os custos antes. A partir de 2022, será necessária uma nova cabeça de cilindro para fazer funcionar o motor com os 20 por cento de biocombustível. E depois outro novo motor, em 2023, para o e-fuel a 100 por cento (ndr, os e-fuels são combustíveis sintéticos produzidos a partir da combinação de gás de hidrogénio (H2) e dióxido de carbono (CO2)) São custos adicionais que não acrescentam nada para o público”.
Contudo, a Red Bull pode comprar um motor a um fabricante existente, ou comprar a propriedade intelectual do motor Honda 2021 e assumir esse projeto: “É verdade que podemos adquirir um motor. Mas em 2022 teríamos de converter imediatamente o motor para biocombustível, e sabemos como essa tecnologia é complexa e isso são fatores a ter em conta. Se não conseguirmos encontrar uma solução competitiva, sair é uma opção”, admitiu Marko.










