A Red Bull decidiu mexer no seu line-up de pilotos para a próxima ronda do Mundial de Fórmula 1. Para o GP de Espanha (13 a 15 de maio), e daí para a frente, Max Verstappen foi promovido à equipa principal, fazendo dupla com Daniel Ricciardo. Uma medida que implica a ‘descida’ de Daniil Kvyat à Toro Rosso, ao lado de Carlos Sainz.
Sobre esta mudança o diretor desportivo da Red Bull, Christian Horner, afirmou: “O Max tem provado ser um excecional jovem talento. A sua performance na Toro Rosso tem sido de longe impressionante e estamos satisfeitos por lhe darmos a oportunidade de pilotar para a Red Bull”, acrescentando: “Estamos na posição única de termos quatro pilotos em torno da Red Bull e Toro Rosso com contratos de longo termo com a Red Bull, por isso temos a flexibilidade de os mover entre as duas equipas”, finalizou.
Como é lógico, isto é um enorme ‘castigo’ para Daniil Kvyat, com a Red Bull a antecipar uma medida que provavelmente iria fazer no final desta época. A dúvida seria que piloto ‘trocar’ e por isso a temporada na Red Bull iria ser muito interessante, pois a luta entre o australiano e o russo iria dar que falar mas Kvyat tratou de estragar tudo muito rapidamente e abriu a porta para que os responsáveis da Red Bull fizessem já a troca. Inesperada, mas na Red Bull, não tão estranha quanto isso.
Max Verstappen tem no seu contrato a ‘obrigatoriedade’ de ascender à equipa principal da Red Bull até ao terceiro ano do seu vínculo, ficando livre se isso não suceder. Como se sabe, a Ferrari deverá trocar a curto prazo de piloto, Kimi Raikkonen poderá sair no final deste ano e no início desta época pensava-se que a Nico Rosberg poderia estar determinado um futuro fora da Mercedes, mas as últimas exibições vieram ‘dizer’ o contrário. A Red Bull sabia disso, por isso dificilmente iria deixar livre um piloto promissor como Max Verstappen.
De resto, a Red Bull aproveitou este pretexto e vai ficar a saber o que vale Max Verstappen na equipa principal, ainda com 17 corridas para fazer esta época. Quanto a Kvyat, depois da ‘sorte’ que teve em ter sido escolhido em detrimento de António Félix da Costa, agora teve o azar de cometer erros numa altura muito má para si, e o desfecho imediato não augura nada de muito bom para a sua carreira. Mas a sua fibra como piloto pode permitir-lhe reagir a preceito e dar a volta à situação, resta aguardar…
Texto: André Duarte/José Luís Abreu










