Muito naturalmente são olhares antagónicos sobre a mesma questão. Enquanto a Red Bull espera a desespera por 2017, com Christian Horner a dizer que estão para vir excelentes novidades quanto à motorização que a sua equipa se prepara para ter, já Toto Wolff diz que, a confirmar-se, a adoção de um motor independente é um “disparate e um retrocesso” para F1.
Estranho seria se as opiniões dos dois lados da barricada fossem diferentes. A Red Bull, nos quatro anos dos seus títulos nunca se queixou do motor que tinha, pois foi mais do que suficiente para vencer, mas quando as regras mudaram em 2014 e se percebeu que a Mercedes tinha trabalhado bem melhor que os seus adversários, a Red Bull depressa passou a queixar-se. É assim mesmo, quem ganha está contente, quem perde quer mudanças, que lhe deem novas oportunidades. Sempre assim foi, sempre assim será. Todos trabalham para ter a vantagem competitiva que precisam para ganhar.
Na Red Bull, Christian Horner revelou que a sua equipa está bem posicionada para assegurar um motor competitivo para 2017. Depois de muito se queixarem das unidades motrizes da Renault, e de terem tentado seduzir a Mercedes, Ferrari e Honda, sem sucesso, os homens de Milton Keynes vão ter motores Renault, renomeados TAG Heuer em 2016. Mas para 2017, Horner promete uma surpresa: “Não posso falar muito sem poder anunciar os nossos planos para 2017, mas acho que vamos estar numa posição melhor. Penso que muita coisa vai mudar, acho que 2017 vai ser um novo começo, novos chassis, novas oportunidades”, disse. Resta saber o que tem na manga.
Enquanto isso, Toto Wolff, chefe da Mercedes, mostra-se contra a adoção de motores independentes na F1. Para o austríaco, a iniciativa da FIA representa um retrocesso para a F1: “Motores independentes são um disparate completo e algumas pessoas ainda insistem em debater isso. Nós temos unidades motrizes híbridas em pista e vamos continuar a competir com elas. Em janeiro vamos apresentar um novo conceito, baseado no existe atualmente em que vamos corrigir tudo o que esteve mal até aqui. O som do motor precisa de ser melhor, ouvir-se muito mais alto e ser mais empolgante e os carros também precisam de ser mais rápidos” disse o austríaco em entrevista à revista ‘Speedweek’.









