Há uns anos congratulava-me com a enorme diferença entre o que era o comentário nas redes sociais associado ao futebol, e os desportos motorizados em geral, Fórmula 1 em particular. É e continua a ser grande essa diferença, mas cada vez mais está a esbater-se.
Ainda há dias dei os parabéns, por ser a pessoa que é, a uma personalidade de um determinado clube, assumindo claramente sou do ‘outro’, e mesmo assim rapidamente tentaram descortinar ironia e mau fair play no meu comentário. As caixas de comentários do futebol são um nojo, um ‘local’ nada recomendável, mas quando olho para o que foram as últimas semanas de comentário no nosso site e redes sociais, sinto que cada vez mais as posições estão extremadas, e pouca ou nenhuma diferença se encontra entre os comentários da F1 e do futebol.
Há, na cabeça das pessoas sempre a borbulhar, teorias da conspiração, uma simples aplicação de regras que existem há décadas, são alvo de ‘ataque’, é impressionante o número de pessoas que, quando lemos os comentários ficamos a achar que “esta pessoa não pode estar boa da cabeça” e o mais dramático disto tudo é que estas pessoas andam por aí na nossa sociedade e embora saibamos que são só ‘heróis do teclado’, a verdade é que esta grosseria, burrice e imbecilidade é cada vez mais visível.
Já não é um ou outro, aqui e ali, está a generalizar-se, e isso é que é grave.
É tão bom poder olhar para o que tem acontecido na F1 com um distanciamento que não é só ‘determinado’ pela conduta jornalística, e que vem da forma como sempre vi F1.
Estou perfeitamente a marimbar-me se ganha este, ou ganha aquele piloto, aquela ou outra equipa qualquer, o meu clube é o ‘espetáculo’, quanto mais, melhor, quanto maior a incerteza do resultado ou o ‘show’ dado em pista por este ou aquele piloto, melhor, e por isso tenho pena de muitos comentários que leio, de gente que nunca conseguirá olhar para as coisas com distanciamento e perceber o que ganha com isso.
Era tão bom que as pessoas fossem assim ‘interventivas’ para com os políticos dos respetivos países. Provavelmente, tínhamos todos vidas bem mais fáceis…











