Para muitos pode ter parecido apenas e só uma vitória, mas a verdade é que o triunfo de Daniel Ricciardo no GP do Mónaco foi muito mais do que isso, já que em determinada altura – na volta 28 de 78 – o seu monolugar passou a evidenciar problemas que a equipa pensava mesmo serem ‘terminais’.
O piloto da Red Bull perdeu a MGU-K, que como se sabe gera até mais 120 Kw (163 cv), depois de converter a energia resultante das travagens em potência elétrica, para além de ajudar a acelerar mais depressa, e para combater o facto das temperaturas do motor e travões aumentarem significativamente, teve que passar a utilizar somente seis das oito velocidades que tem a caixa de velocidades do seu monolugar, bem como travar bem mais cedo (ou apenas levantar o pé). Ficou com cerca de 20km/h mais lento de velocidade de ponta, acabando por vencer, redimindo-se, ele e a equipa de um desastroso pit stop em 2016 que ‘ofereceu’ a vitória à Mercedes.
Christian Horner disse a Ricciardo via rádio que ele tinha feito algo semelhante a Michael Schumacher, que em 1994 no GP de Espanha foi segundo com a caixa do seu monolugar presa em quinta velocidade. Mas os ‘deuses’ queriam mesmo que a Red Bull vencesse este Grande Prémio, depois da equipa ter ganho o 100º, 150º, tinha que vencer o 250º.
Foi precisa muita cabeça fria por parte do piloto, muitos poucos nervos, e uma pilotagem à prova de erros. Mas também é verdade que o Mónaco é mesmo a única pista em que isto era possível, pois em qualquer outra com pontos de ultrapassagem, ter menos 163 cv teria sido a ‘morte do artista’.








