A temporada de 2017 do Mundial de Fórmula 1 marca a primeira grande revolução nos regulamentos desde o início da nova era híbrida na disciplina. A ideia é colocar os monolugares cinco segundos mais rápidos. Fique a conhecer os pontos chave…
Será preciso recuar mais de uma década para encontrarmos F1 tão rápidos quanto os atuais e depois duma fase em que reduzir era a palavra de ordem da FIA, finalmente foi dada ordem para ‘soltar os cavalos’, aumentar a velocidade dos monolugares em curva e baixar significativamente os tempos por volta, o que deve acontecer, à volta dos quatro segundos lá mais para o meio da época, talvez cinco, embora isso não seja garantido.
As duas áreas chave afetadas pelo regulamento são os pneus e o chassis. Os carros vão passar a ter bem maior contacto com o chão, fruto dos pneus que aumentam 25 por cento de largura; os da frente passam de 245 para 305mm; e na traseira, de 325 para 405mm; com o diâmetro a ser também ligeiramente incrementado. A largura dos monolugares passa de 1800 para 2000 mm; a asa dianteira também ‘alarga’ para os 1800 mm, ao invés de 1650 mm; e o nariz do carro prolonga-se um pouco. A asa traseira é mais baixa, passa de 950 para 800 mm, e passa a ser 150 mm mais larga. Para completar um conjunto que visa gerar bem mais apoio aerodinâmico, os difusores serão maiores, mais largos e compridos, tendo portanto a capacidade de ‘soprar’ mais ar. Os flancos são alargados de 1400 para 1600 mm. Com estas novas dimensões o peso do conjunto foi ajustado de 702 para 728 Kg. Como se percebeu pelos testes de Barcelona, há diversas zonas do traçado que são agora feitas com o acelerador a fundo e comparando o registo da pole-position de Lewis Hamilton no último GP de Espanha, 1m22.000s, Kimi Raikkonen registou no último dia dos testes, 1m18.634s – foi cerca de 3.5s mais rápido. E isto ainda agora começou…
Mas para além do que ‘diz’ o novo livro de regras, há outras situações que são ‘consequências’ do que está escrito, como por exemplo o tempo nas boxes que vai inevitavelmente subir devido ao maior peso das rodas; a menor distância de travagem terá efeito sobre o processo de recarregamento das baterias; os travões terão que ser um pouco maiores; as suspensões tiveram que ser repensadas para suportar a maior carga imposta pelos novos pneus e forças a que os monolugares são sujeitos; o consumo de combustível será maior; e os pilotos têm mais 5 Kg para gerir – o ‘drag’ sendo maior, tornará os carros mais lentos nas retas. Com a aerodinâmica dos últimos anos, a asa traseira só variava em circuitos como Spa ou Monza, e mantinha-se igual em quase todos os restantes circuitos – i.e no máximo do apoio – mas este ano isso irá mudar, pois havendo ‘mais’ a asa poderá ser adequada a uma maior variedade de circuitos. Com a nova asa traseira mais larga o efeito do DRS será também maior do que até aqui e a FIA terá que perceber nas primeiras corridas como vai ser o seu efeito e depois, certamente, irá ajusta as zonas em que irá permitir o dispositivo ‘aberto’. Mas como as ultrapassagens vão ser mais complicadas, a FIA poderá ‘jogar’ com o DRS. Portanto, como se percebe, há muita coisa nova na F1 para 2017 e para se perceber o mais ‘evidente’ dessas diferenças, veja
as imagens comparativas…












Isto já foi noticia no site, pelo menos umas 5 vezes.
Outra vez? Eu acho que já deitamos pelos olhos as mudanças para 2017, tal a quantidade de vezes que já foi publicado, falado, relatado, escrito, visionado, explicado…
Mas os clicks dão jeito, né ASpt?
Yes,yes,yes, you don’t need to remind me the new rules every 10 seconds