Monisha Kaltenborn vai sair do cargo de Chefe de Equipa que ocupa atualmente na Sauber F1. A informação foi hoje conhecida, chegando assim ao fim uma aventura que durava desde 2010 e quase até meteu… prisão!
Monisha Kaltenborn foi promovida em 2010 a Chefe de Equipa por Peter Sauber, que deixou a gestão da equipa à sua “braço direito”. Há muito que o suíço dizia que não pretendia manter-se na liderança da equipa quando fizesse 70 anos e nesse contexto deu-se a passagem de testemunho. Peter Sauber manteve-se como presidente do conselho de administração da Sauber, mas já nem isso acontece neste momento, pois o ano passado, depois do acordo com a Longbow Finance S.A., que adquiriu a Sauber Holding AG, o antigo dono abandonou a sua função de Presidente do Conselho.












Ao que li no motorsport.com, esta saída (ainda não inteiramente confirmada) dever-se-á a divergências entre Monisha Kaltenborn e o accionista maioritário da Sauber, Longbow Finance. Este grupo, de capital maioritariamente sueco, queria que a Sauber desse prevalência ao Marcus Ericsson, mas Monisha Kaltenborn defendia o tratamento igual entre Ericsson e Wehrlein.
Isto é muito embaraçoso não só para a Sauber como para toda a Fórmula 1, mas como nada é tão mau que não possa piorar, diz-se que o próximo director da Sauber poderá ser Colin Kolles!
Nãoooooooooo! o Kolles nãoooooooo!
Devem querer destruir o trabalho do Peter Sauber, só pode.
Infelizmente parece mais um caso de uma equipa “garagista” cujo fundador é daquelas pessoas insubstituíveis. Tirando o caso da McLaren, em que Ron Dennis conseguiu tornar ainda maior a dimensão da equipa, será muito difícil encontrar substitutos para pessoas que marcaram o desporto, como Ferrari, Chapman, Williams, Sauber, e outros. Ainda para mais com as limitações no regulamentos actuais, onde a margem de criação é quase zero! Fazendo uma analogia, a limitação de um projectista como o Newey deve ser o mesmo que dizer ao Picasso que pode fazer uma tela, desde que use tinta da marca tal, só pode… Ler mais »
Com a venda da Sauber, o que estranhei, foi que a Monisha tivesse continuado. Ela não foi uma boa gestora, basta recordarmos as trafulhices com contratos de pilotos. Veremos como será a sucessão…
Se for como o MVM diz, a Sauber vai cair ainda mais no abismo. Ericsson não é piloto para ter primazia em equipa nenhuma e Kolles…esse já deu suficientes provas de incompetência e trafulhice.
Trafulha, por trafulha, mais valia irem buscar o Briatore, esse, pelo menos, sabe gerir uma equipa.
E ainda tens duvidas que o Briatore, seria um bom gestor da equipa? O homem apesar das trafulhices, ainda tinham mão na equipa. Claro que o episódio do acidente do Piquet, estragou-lhe e muito a credibilidade que até então tinha.
Pois por não ter dúvidas, é que me lembrei dele. Nos dois títulos do Alonso, não notei qualquer trafulhice, o pior foi o Singapuragate, mas acredito que ele era capaz de puxar a Sauber para um patamar superior ao actual.
É curioso como andamos sempre furibundos com as ordens de equipa, vemos corrupção nas decisões dos comissários (pelo menos quando afectam os nossos ídolos) e detestamos os pilotos pagantes e as equipas que os contratam, mas depois consideramos bom e desejável que um escroque que foi expulso da F1 por uma fraude desportiva monumental comande uma equipa.
Tem razão, mas entre um vigarista incompetente e um vigarista competente, prefiro este, e sabe porquê? Porque a incompetência não tem cura, enquanto a vigarice tem. Acredito mesmo que o Briatore não iria cair novamente na mesma esparrela.
Eu também acredito que as pessoas merecem uma segunda oportunidade e são capazes de mudar, mas não é isso que vejo no Briatore. Robert Musil escreveu: «o que importa não é o erro, mas o que fazemos depois dele.» Alguma vez leu entrevistas do Briatore em que ele reconhecesse que errou, ou dissesse que estava arrependido? Não me parece que ele tenha capacidade ou vontade de mudar.
Não, não li, mas será que lhe foi perguntado?
Para mim, a questão não é se se arrependeu, provavelmente, não, mas sim se ele ousaria repetir a façanha, não acredito que o fizesse.
O Piquetzinho também não voltou a atirar-se voluntariamente contra muros…. 🙂
Agora pense na imagem que a F1 transmitiria ao mundo se indultasse o Briatore e este voltasse à direcção de uma equipa: seria o mesmo que pôr o Dr. Oliveira e Costa no conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos.
Belissima noticia para o histórico team suiço. Esta sra já há muito tempo devia ter dado à asa e foi a grande responsável pela Sauber quase ter acabado e ter ficado com uma imagem muito manchada no meio da F1. (A vergonha com o Van de Garde etc , etc).
Acredito que o team recupere depois de saída deste elemento nefasto.