A última corrida do ano trouxe o tão desejado título à McLaren. Uma corrida de nervos para os responsáveis da McLaren, mas gerida com mestria por Lando Norris, que conquistou a sua quarta vitória da carreira, carimbando o título de construtores da McLaren, um troféu que escapava desde 1998.
Uma corrida brilhante, que lhe rendeu o vice-campeonato, apesar da pressão de Carlos Sainz que tentou tudo para alcançar o seu antigo colega de equipa, sem sucesso. Norris liderou de fio a pavio, e mesmo na única paragem da sua corrida, ficando algo vulnerável ao ataque do espanhol, não fraquejou e manteve uma frieza nórdica.
A Ferrari teve alguma sorte do seu lado, com Charles Leclerc a recuperar 16 posições, aproveitando o caos da volta 1. O piloto monegasco fez uma grande recuperação e fez tudo ao seu alcance para dar o título à Ferrari, que se contentou com o segundo lugar na tabela dos construtores.
26 anos depois, a McLaren voltou a festejar. Uma travessia do deserto na qual o oásis pareceu uma vezes mais longe, outras vezes mais perto, mas sempre demasiado distante para ser agarrado. A McLaren conseguiu finalmente colocar ponto final no jejum de títulos, numa época nada fácil.
Lando Norris assumiu pela primeira vez o papel de candidato ao título, papel que não lhe assentou muito bem. Norris mostrou uma velocidade estupenda, com algumas poles brilhantes, mas faltou agressividade, determinação e uma sede de vitórias muito maior do que a que demonstrou. Nas lutas com Max Verstappen foi invariavelmente superado, a sucessão de maus arranques revelou uma preparação abaixo do desejável e isso hipotecou as suas hipóteses de, pelo menos, pressionar verdadeiramente Verstappen. Mas esta época terá sido a mais importante para o seu sonho de ser campeão. Pela primeira vez teve material para chegar ao título e não aproveitou. E isso certamente que o tornará melhor piloto. Veremos em 2025 se as lições foram aprendidas, mas 2024 mostrou o talento de Norris e as suas fragilidades.










