Bela confusão a que existe neste momento entre a McLaren e a Honda, pois para os lados de Woking, o que se esperava ser uma fantástica reedição duma parceria história e muito bem sucedida, esta segunda vida está, até ver, a ser precisamente o oposto, ao ponto de já ninguém conseguir esconder o mau estar que grassa entre as duas entidades. Mas apesar dos rumores que circulam, quando à possibilidade da McLaren trocar de motor o mais rapidamente possível, leia-se, durante a temporada que vai começar dentro de duas semanas, a verdade é que isso é mesmo muito improvável, pois a integração das duas estruturas é muito grande. Martin Brundle, comentador da Sky F1, e antigo piloto da McLaren é de opinião que o divórcio é altamente improvável a curto prazo, pois as implicações financeiras seriam pouco menos que insuportáveis e o contrato, a ter cláusulas de denúncia antecipada, e deve tê-las de parte a parte, não deverá prever saída a meio de uma época, nem nenhuma das partes alguma vez terá pensado nisso. O inglês fala em cerca de 100 milhões, o valor a pagar por quem peça o divórcio. Portanto, o mais provável é que os fogos vão sendo apagados, e no meio disto tudo, talvez a Honda tenha mesmo uma unidade motriz melhor, algo que só se poderá saber caso os muitos problemas sejam resolvidos, o que para já parece estar ainda longe de suceder…
O mais dramático disto tudo é que estamos a falar de duas marcas, a Honda, que é quinta com mais triunfos na história da F1, numa lista que tem quase duas dezenas de construtores de motores, e a McLaren, a segunda equipa com mais triunfos na história da disciplina, 182, só atrás da Ferrari, que soma 224, e na frente, por exemplo, da atual todo poderosa Mercedes, que soma 64 triunfos, 51 só nos últimos três anos. Para além disso perde-se a valia de um piloto como Fernando Alonso que está há três anos afastado das lutas pelos triunfos…



























