Três pilotos que precisam do tempo entre o GP do Catar e o próximo nos EUA para analisar e refletir o que aconteceu no fim de semana passado.
O caso mais discutido é o de Sergio Pérez, apenas por ser companheiro de equipa do agora tricampeão do mundo da disciplina e ter à sua disposição um carro que permite discutir mais do que um ponto por prova.
Depois de parecer ter deixado a má fase da temporada para trás, antes das férias, com desempenhos sólidos, o piloto da Red Bull voltou a entrar numa espiral de erros e maus resultados que não abonam à sua carreira e aquilo que nos habitou. Penalização atrás de penalização por excesso dos limites de pista e um desempenho sem comparação, por exemplo, com George Russell, que teve de recuperar desde o último lugar do pelotão e conseguiu alcançar as posições pontuáveis antes do mexicano, com um carro que fica aquém do RB19. Saiu com um ponto do Catar, depois de ter sido novamente penalizado e ter perdido mais uma posição para Zhou Guanyu e de, na corrida Sprint, ter estado envolvido no acidente com Esteban Ocon e Nico Hülkenberg.
No caso de Lance Stroll, a sua equipa precisa de pontos para manter o terceiro lugar da classificação dos construtores. O bónus pelo terceiro posto vale a pena, além da projeção que isso dá ao projeto da Aston Martin – passar de uma equipa de meio da tabela para lutar pelo top 3 do mundial apenas numa temporada.
O piloto canadiano acabou frustrado na qualificação e isso parece ter tido influência no resto do seu fim de semana. Foi combativo durante a corrida de domingo, apesar de não ter terminado nos pontos, além de ter sido um dos que sofreu com o calor, ao ponto de dizer que houve alturas em que parecia que ia desmaiar.
A equipa precisa de contar com os pontos somados de Stroll, só assim conseguirá manter a McLaren atrás de si, num momento em que os monolugares de Woking estão muito mais performantes do que o AMR23.
Logan Sargeant, mais do que somar pontos, tem de ter um fim de semana ‘limpo’, sem incidentes, saídas de pista graves e terminar corridas. Desta vez tinha um motivo completamente diferente e a sua saúde é muito mais importante do que um resultado qualquer na F1, no entanto a especulação sobre a sua continuidade na Williams cresce e é uma pressão extra para um estreante.











