Existiam muitos mais motivos de interesse na corrida do Catar, mas tudo ficou em segundo plano na altura em que a FIA revelou o problema nos pneus da Pirelli, causado pela passagem constante nos corretores em pirâmide de 5 cm de altura. A primeira medida passou por reduzir em cerca de 80 cm a largura de pista na zona onde mais excessos eram cometidos pelos pilotos e analisar os pneus usados na Sprint. No entanto, a Sprint foi acidentada com períodos de Safety Car e nem todas as 19 voltas da prova foram em ritmo normal de corrida. Além disso, não era apenas a zona onde a pista tinha sido encurtada, tentando que os pilotos não passassem pelas ‘pirâmides’, que tinha os tais corretores. A análise dos italianos comprovou que era visível em alguns pneus o mesmo problema descoberto antes, o que resultou na limitação de 18 voltas no máximo por cada conjunto de pneus, o que faz sentido, uma vez que se tratava de uma questão de segurança.
Ainda assim, quem segue a Fórmula 1 sabe que controvérsias com pneus acontecem com frequência e já não há muita paciência para tal. Assim como, com os limites de pista. Arranje-se uma solução, que obviamente pode não ter carácter definitivo, mas que pelo menos não seja uma medida avulso, sem consequência para a próxima prova.
Nicholas Tombazis afirmou no Catar que os excessos dos limites de pista eram um problema que acontecia poucas vezes por temporada e que agora é mais frequente, estando a FIA à procura de uma solução apropriada, usando novas tecnologias, que iria demorar algum tempo a desenvolver. Mas o problema é atual, muito motivado por esta geração de carros, mais pesados e maiores. Esperar é adiar uma questão desnecessária para a competição, que ninguém gosta de ver e causa debate semana sim, semana não.











