Lewis Hamilton: “Está a faltar velocidade na Fórmula 1”

Por a 14 Novembro 2017 12:59

Em 2018, apenas serão permitidos três motores na Fórmula 1, o que, segundo Lewis Hamilton, é “péssimo”. É uma descida de uma unidade de potência em relação a 2017, quando vai ser disputada mais uma prova do que nesta temporada. Além disto, alguns elementos – o MGU-K, a central eletrónica e o armazenamento de energia – vão ser restritos a dois por ano.

Hamilton diz que passou grande parte de 2017 a proteger o motor e teme que a mudança de regra obrigue todos a adotarem um estilo ainda mais conservador. No Brasil, o britânico teve um motor totalmente novo que só precisará de durar mais uma prova, significando que podia forçá-lo muito mais e utilizar modos de maior potência por mais tempo.

“Foi a primeira vez que forcei um motor daquela maneira. Foi ótimo, normalmente temos de o gerir. Eles testam estes motores até um certo limite, estabelecem um limite inferior e dizem quanta quilometragem temos na corrida, mas fico sempre bem abaixo. Tenho sempre mais cuidado do que o necessário. Frequentemente, reduzo a potência e eles dizem-me para aumentar; eu digo que não, prefiro continuar assim e descobrir outra maneira de alcançar os outros. Acho que é o medo de forçar um pouco demais e o motor partir, como na Malásia, o ano passado. Poder forçar o motor (no Brasil) fez-me pensar, não gosto da ideia de reduzir o limite para três motores, acredito que isso é péssimo. Deveríamos poder forçar mais, está a faltar  velocidade na F1”.

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7 comentários

  1. Fuscas

    14 Novembro, 2017 at 16:07

    Tem toda a razão! Se a F1 continuar a deixar tombar a balança para o lado técnico-económico em detrimento do desportivo, que é a razão de ser da sua própria existência, vai afastar-se irremediavelmente dos seus fãs. Ou seja, está a escavar a sua própria sepultura

  2. joaopereira1696

    14 Novembro, 2017 at 17:22

    Concordo plenamente, os limites de motores até podiam se aplicar mas apenas ao construtor não ao piloto, acho que ao penalizar penalizavam-se com pontos a construtora e não os pilotos, mesmo assim 3 é um numero muito baixo, o ideal seriam 6/7

    • Murray Walker

      14 Novembro, 2017 at 18:41

      Este ano foram 4 motores e 3 revisões/upgrades de motor. Eu apostaria em mais motores e menos upgrades. Talvez 6 motores, para que os pilotos pudessem puxar mais e durante mais tempo pelas máquinas e restringir o desenvolvimento a 2 upgrades por época. Apenas para continuarmos a “fingir” para a opinião pública que isso poupa e limita os gastos das equipas com o desenvolvimento.

  3. Murray Walker

    14 Novembro, 2017 at 17:31

    Ainda me vou fartar de rir com esta regra dos 3 motores. Em breve um dos geniais engenheiros que produz motores de F1, vai-se sentar, começar fazer cálculos matemáticos e vai concluir que se produzir um motor que dure apenas uma corrida, vai poder utilizar aquele modos “mágicos” durante 6 vezes mais voltas e efetuar quase toda a corrida em voltas de qualificação. Em suma, que vai compensar penalizar e sair de último em todas as corridas. Depois esta regra cairá como um castelo de cartas.

    • Chicanalysis

      14 Novembro, 2017 at 17:43

      Está bem observado, sim senhor. O pior é se todos resolvem fazer o mesmo porque não cabem 20 carros na última fila da grelha.

  4. Sr. Dr. HHister

    15 Novembro, 2017 at 2:31

    Eu acho que os carros nem haveriam de ter motores. Poupava-se mais e a Honda agradecia.

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