Em 2018, apenas serão permitidos três motores na Fórmula 1, o que, segundo Lewis Hamilton, é “péssimo”. É uma descida de uma unidade de potência em relação a 2017, quando vai ser disputada mais uma prova do que nesta temporada. Além disto, alguns elementos – o MGU-K, a central eletrónica e o armazenamento de energia – vão ser restritos a dois por ano.
Hamilton diz que passou grande parte de 2017 a proteger o motor e teme que a mudança de regra obrigue todos a adotarem um estilo ainda mais conservador. No Brasil, o britânico teve um motor totalmente novo que só precisará de durar mais uma prova, significando que podia forçá-lo muito mais e utilizar modos de maior potência por mais tempo.
“Foi a primeira vez que forcei um motor daquela maneira. Foi ótimo, normalmente temos de o gerir. Eles testam estes motores até um certo limite, estabelecem um limite inferior e dizem quanta quilometragem temos na corrida, mas fico sempre bem abaixo. Tenho sempre mais cuidado do que o necessário. Frequentemente, reduzo a potência e eles dizem-me para aumentar; eu digo que não, prefiro continuar assim e descobrir outra maneira de alcançar os outros. Acho que é o medo de forçar um pouco demais e o motor partir, como na Malásia, o ano passado. Poder forçar o motor (no Brasil) fez-me pensar, não gosto da ideia de reduzir o limite para três motores, acredito que isso é péssimo. Deveríamos poder forçar mais, está a faltar velocidade na F1”.









