Lewis Hamilton desvalorizou o contacto leve, ainda que definitivo, com Nico Rosberg no início do Grande Prémio do Canadá, e diz que não há necessidade da Mercedes se focar no episódio que marcou a última corrida. Na travagem para a curva 1, Hamilton apertou o cerco na defesa da posição, acabando por se tocar com o carro do ainda líder do campeonato, o que por sua vez obrigou o piloto alemão a sair dos limites do traçado, caindo assim para o nono lugar.
O piloto inglês defendeu-se no final da prova, relatando que o carro fugiu de frente no momento em que Rosberg procura passá-lo pelo lado de fora – situação que não agradou a Rosberg, uma vez mais descontente com o comportamento em pista do seu companheiro de equipa, e ainda mais com o facto de a sua liderança no campeonato se ter esfumado para meros 9 pontos.
“Penso que a equipa não poderia ter feito nada uma vez que ninguém poderia prever que estaríamos lado a lado na travagem para a primeira curva. Idealmente, eu estaria oito metros à frente, ou qualquer que seja a diferença entre primeiro e segundo, na abordagem à curva 1.”
O inglês prosseguiu o raciocínio: “O Nico estava do lado de dentro, portanto eu estava na linha de corrida. Olhando para a repetição, o Vettel estava tão perto à minha frente que eu não poderia ter travado mais tarde, mesmo que quisesse. Ele estava à frente e eu não sei se foi o vento ou a perda de carga aerodinâmica por estar tão perto dele, mas sofri uma subviragem enorme à medida que estava a entrar para a curva, e depois de olhar para as imagens foi um toque muito pequeno [no Rosberg].”











