Há dias assim, e Valtteri Bottas não ficou nada bem no filme deste GP da Turquia. Ele próprio assume que foi um desastre e uma das suas corridas mais difíceis, mas um piloto da Mercedes não pode errar tantas vezes desta forma num só Grande Prémio. É verdade que foi vítima inocente na primeira curva, onde fez o primeiro pião, logo na volta de abertura, ao tentar evitar Esteban Ocon, mas voltou a ‘tocar-se’ contacto com Ocon na Curva 9 na mesma volta, resultando em novo pião para ambos. Terá ficado com um problema com o alinhamento do volante, e talvez por isso fez mais quatro piões: “O carro não estava bem, sentia que o volante ia para a esquerda em reta, e depois nas curvas à esquerda, o carro estava a comportar-se de forma diferente, deslizando. Depois, como já não tinha nada a perder, rodei o mais forte que podia, e cometi erros”, disse. A verdade é que, por vezes, e agora não estamos a referirmos-nos diretamente a Bottas, há pilotos que podem brilhar quando estão em equipas que não lutam para vencer e quando lá chegam é como ‘azeite em água’. Vem sempre ao cimo o valor. Seja como for, não é esta corrida que apaga tudo o que de bom Bottas tem feito na Mercedes, mas a verdade é que pode passar a vida a dizer que “vai bater Hamilton”, sabe como “pode bater Hamilton”, e isso até sucede aqui e ali, mas a diferença entre os dois é abismal e esse é o seu grande problema. Se algum dia conseguir fazer o que fez Nico Rosberg em 2016, será uma enorme surpresa.











