O facto de só hoje Sebastian Vettel ter vencido o seu primeiro Grande Prémio do ano acontece por várias razões, e as três mais evidentes são o seu forte colega de equipa, Charles Leclerc, a Mercedes que esteve perfeitamente dominadora até ao verão, e o próprio alemão, que, de tanto ‘querer fazer’, foi-se afundando numa ‘depressão’ de erros.
Por vezes há momentos assim na vida, mas quem acreditava que Vettel estava acabado, desengane-se. Provavelmente, deixou-se afetar demais com o que sucedeu no Canadá, pois saiu de lá a pensar que a vitória lhe foi ‘roubada’ e quando Ferrari teve um carro capaz de vencer em Spa e Monza, não foi o ‘líder de equipa’ que se poderia pensar, e desde aí tem sido o monegasco que se tem ‘afirmado’ na Scuderia.
Estamos a assistir a uma espécie de passagem de testemunho, provavelmente, daqui para a frente, enquanto estiverem juntos na mesma equipa, Leclerc vai vencer mais corridas que Vettel, mas o alemão continua a ser um grande piloto, capaz, como mostrou hoje, de vencer.
O tetracampeão mundial estava a começar a parecer um pouco ‘deixado para trás’, à medida que a temporada avança, tal como já tinha sucedido na segunda metade da temporada passada, mas os que já lhe faziam o ‘enterro’, esquecem-se que momentos maus toda a gente tem.
Talvez (ou não) este triunfo seja o ponto de viragem para um Vettel mais ‘normal’, sendo que também devemos pensar que Leclerc vai fazer cada vez melhor, e neste momento, para não dizermos mais, já faz, pelo menos jogo igual com Vettel.
Nesta corrida, Vettel venceu bem, mas que ninguém se esqueça que teve sorte com o ‘undercut’ ao companheiro de equipa que até já surpreende Lewis Hamilton. Viram a conferência da imprensa, quando Hamilton perguntou a Leclerc: “É a tua terceira pole?” “Consecutiva?” “Fo….-se!” Pois é, quando o recordista das poles se surpreende desta forma…












