Segundo o relatório do Delegado Técnico do GP de Portugal de F1, durante a primeira sessão de treinos livres foram verificadas as pressões dos pneus de todos os carros, verificadas os limites de rotações do motor em todos os carros, a calibração do medidor de fluxo de combustível, o fluxo instantâneo da massa de combustível em todos os carros.
Após a primeira sessão de treino livre: foi verificado que todos os carros não excederam as 15000 rpm, verificada a pressão do combustível, verificada a pressão registada no sistema de arrefecimento do motor, os limites de carga na pista do ES (Energy Store), os limites de libertação e recuperação de energia por volta, os limites de potência do MGU-K, a ‘velocidade máxima’ MGU-K foi verificada em todos os carros. O binário máximo MGU-K foi verificado, a velocidade máxima MGU-H foi verificada, como sempre, em todos os carros. Uma amostra de combustível e uma amostra de óleo do motor foi retirada do carro número 63 (George Russel).
Para a segunda sessão de treinos livre, todos os processos foram repetidos, mas há mais: A Ferrari, como se sabe trouxe evoluções para Portugal e por isso o carro #16, de Charles Leclerc foi pesado e verificado no seguinte: Carroçaria à volta das rodas dianteiras, a altura da asa dianteira e saliência, altura e saliência das asas traseiras, largura das asas dianteiras e traseiras, configuração da asa traseira, área da carroçaria traseira, altura da asa traseira, fundo plano, altura total, largura total, distância mínima entre as secções traseiras adjacentes em qualquer plano vertical longitudinal foi também verificada no carro número 16.
Tal como na primeira sessão, o estado do ES (Energy Store) dos limites de carga na pista foi verificado em todos os carros, os limites de energia por volta e recuperação, os limites de potência MGU-K, etc, etc. tudo igual à primeira sessão.
Por fim, os pneus utilizados por todos os pilotos durante as duas sessões foram verificados. Uma amostra de combustível foi retirada do carro número 99 (Antonio Giovinazzi). Os resultados das análises de combustível mostraram que os combustíveis eram os mesmos, que tinham sido aprovados para utilização antes do evento. Uma amostra de óleo de motor foi retirado do carro #99. As amostras de óleo de motor foram analisadas por espectroscopia e viscometria FTIR. Os resultados das análises FTIR mostraram que as amostras de óleo foram consistentes com amostras de referência de óleo de motor que tinham sido aprovadas para utilização pelos concorrentes antes do avento.
Está cansado, nós também! Este é só um exemplo do que os Delegados Técnicos fazem a cada sessão às 10 equipas e aos 20 monolugares.
Um trabalho invisível, mas incansável, de pessoas que aparecem pouco mas que são uma parte muito importante de todo este ‘Grande Circo’.











