Esperavam-se as decisões do Colégio de Comissários Desportivos (CCD) sobre três incidentes ocorridos na sessão de qualificação e que envolviam os pilotos Yuki Tsunoda, Carlos Sainz e Lance Stroll. Os comissários decidiram penalizar o piloto japonês da AlphaTauri, enquanto o espanhol foi repreendido e a Ferrari tem de pagar uma coima e Stroll ‘safou-se’ sem qualquer sanção.
O CCD decidiu que Lewis Hamilton foi “desnecessariamente impedido” por Yuki Tsunoda e por isso sancionou o piloto da AlphaTauri com a perda de 3 posições na grelha de partida para a próxima corrida. Os comissários da FIA consideraram que “Tsunoda estava na linha de corrida seca à saída da curva 13 a preparar-se para a sua volta rápida e não tinha atingido a velocidade máxima e, por isso, impediu Hamilton. Tsunoda explicou que tinha sido ultrapassado por outro carro e decidiu manter-se lento para recuperar a sua diferença. Na opinião dos Comissários Desportivos, Tsunoda tinha claramente a capacidade de se manter fora linha, pelo que o impedimento foi desnecessário”.
Quanto ao incidente que envolveu também Hamilton e desta vez, Stroll, os comissários chegaram à conclusão que “Stroll estava numa volta de preparação e Hamilton estava numa volta rápida, ambos a aproximarem-se da curva 13. Os comissários de pista observaram que Stroll tinha-se mantido fora da trajetória de vários carros desde a curva 10 até à curva 12. Depois, começou a acelerar para a volta seguinte com espaço suficiente para não atrapalhar Hamilton. A sua velocidade no ‘apex’ da curva 13 era semelhante à dos carros mais rápidos nessa altura. No entanto, à saída da curva 13, não ganhou ímpeto suficiente e afetou a volta de Hamilton”. No entanto, apesar de “Hamilton ter sido impedido, o comportamento de Stroll não atingiu o nível de ‘impedimento desnecessário’” e por isso, não foi decidida qualquer sanção ao piloto canadiano.
Sainz, que na saída do pitlane obrigou Oscar Piastri a ir com os pneus do lado esquerdo para fora de pista, foi repreendido e a equipa terá de pagar 5000€ de coima, porque “na opinião dos Comissários Desportivos, esta foi uma manobra ‘potencialmente perigosa’, e um acidente só foi evitado pelas ações de Piastri”. Em comunicado da FIA, indicam ainda que “os Comissários ouviram o rádio de Bottas, que foi o carro que saiu das boxes imediatamente à frente de Sainz, e foi amplamente avisado de que Piastri se aproximava em pista. Em comparação, Sainz foi avisado para não atravessar a linha branca à saída das boxes, e só foi avisado de Piastri quando este já estava ao seu lado”.
O piloto terá explicado que “que tinha visto Piastri por breves instantes quando estava a contornar a curva 1 na saída das boxes e que percebeu que Piastri estava a fazer uma volta lenta. A partir daí, não viu Piastri devido ao ângulo dos carros. Também explicou que estava a tentar chegar à trajetória seca o mais rapidamente possível”. Apesar de compreenderem esta justificação, “os Comissários Desportivos também consideraram que a equipa contribuiu para esta situação e, por isso, aplicaram uma coima à equipa”.
Foto: Lars Baron/Getty Images/Red Bull Content Pool












