Alex Albon disse a George Russell que esperava um fim de semana mau, mas pelos vistos enganou-se redondamente, pelo menos quanto à qualificação. É verdade que foi uma sessão caótica, mas o anglo-tailandês colocou o seu Williams no quarto lugar, segundo ele, aproveitando o vento a favor. A juntar ao quarto posto de Albon, Logan Sargeant foi 10º, passou à Q3 o que já não sucedia para a Williams desde Monza 2017. Depois de ter lutado com os melhores com a pista molhada, o que ninguém estranhou a Albon, já fazer o mesmo com pista seca foi surpreendente: “não sei como chegámos tão longe”, admitiu o piloto, que sempre se sentiu confortável com o carro, e isso foi meio caminho andado para o quarto lugar obtido, explicando que só encontra explicação se teve a sorte de ter vento a favor nas curvas em que o downforce é mais preciso. Sabe-se que o Williams não é pródiga nisso, as melhores pistas para a equipa inglesa são precisamente Spa ou Monza, portanto, se o vento ajudou, minimizou a falta de downforce do carro naqueles momentos com o vento a compensar a falta. O resto esteve nas mãos do piloto, que, já sabemos, é bom…
Agora, para a corrida, a Williams não é má em velocidade, mas pior a curvar, por isso Albon pode tentar suster os adversários na reta grande, e impedi-los de passar na zona sinuosa. Mas não vai ser fácil, como admite: “em velocidade máxima estamos do meio do pelotão para baixo, portanto temos de ser rápidos em ritmo puro, caso contrário seremos ultrapassados.”












