A FIA avisou de novo as equipas para a proibição do uso de joias, como piercings, enquanto os pilotos estão aos comandos dos monolugares. Niels Wittich, o diretor de corrida em Miami, avisou ontem as equipas que se trata de uma questão de segurança e como tal, serão feitas inspeções técnicas aleatórias focando-se neste tema e na roupa interior adequada e homologada pela FIA.
Antes do Grande Prémio de Miami, Wittich informou as 10 equipas que poderão ocorrer “verificações relativas ao cumprimento do Apêndice L do Código Desportivo Internacional (ISC), Capítulo III, especificamente o Artigo 2 relativo à roupa interior homologada e ao Artigo 5 relativo ao uso de joias”.
Segundo o diretor de prova, “objetos metálicos, como joias que entram em contacto com a pele, reduzem a proteção contra a transferência de calor e, portanto, o risco de queimaduras em caso de incêndio pode aumentar”, para além de poderem “atrapalhar os procedimentos médicos” quando necessário.
Em relação ao uso obrigatório de roupa interior anti fogo e homologada pela FIA, “funcionam de forma eficaz e fornecem o nível de proteção pretendido quando expostas às chamas”. dizia na mensagem de Wittich às equipas, acrescentando que “o uso de materiais não resistentes ao fogo que entram em contacto com a pele do piloto, especialmente materiais sintéticos, pode reduzir a proteção contra a transferência de calor e, assim, aumentar o risco de queimaduras em caso de incêndio”.
A imposição destas restrições aos pilotos surgiram pela primeira vez no Grande Prémio da Austrália, levando Lewis Hamilton a dizer que era impossível remover certos piercings do seu corpo e a controvérsia aumentou quando, após a reunião da Comissão de Fórmula 1 da FIA, as equipas queixaram-se que a federação quis discutir este tema em vez de tentar chegar a conclusões sobre matérias mais importantes.











