GP Itália F1: O absurdo da qualificação

Por a 9 Setembro 2019 09:07

Nico Hulkenberg, Lance Stroll e Carlos Sainz foram repreendidos pelo seu papel no incidente da qualificação, o que levou a que oito pilotos não conseguissem marcar um tempo, na sua última tentativa. O trio bloqueou o resto do pelotão a um ritmo relativamente lento e isso contribuiu para que oito dos nove pilotos em pista não registasse um tempo. Para que viu, na TV ou ao vivo, foi mau demais para ser verdade e as reprimendas foram muito pouco, face ao exemplo que devia ter sido dado, depois de bem analisada toda a telemetria a informação disponível.

Esperava-se uma qualificação para o Grande Prémio de Itália entusiasmante, depois de uma sessão de treinos-livres em que os catorze primeiros ficaram separados por menos de um segundo, mas acabou por acabar com um sentimento de frustração para todos os que a estavam a seguir.

Com as longas rectas de Monza, poucas curvas e carros que criam maior arrasto aerodinâmico que nunca, o cone de aspiração era poderosíssimo, valendo no mínimo dois décimos de segundo por volta e, em alguns casos, mais de meio segundo, e, por isso, todas as equipas tentaram orquestrar os seus pilotos de modo a que cada um deles oferecesse a sua esteia ao seu colega.

No entanto, ao longo de todo o fim-de-semana foram surgindo algumas situações difíceis e no final da Q3 atingiu o absurdo.

O normal decorrer do derradeiro segmento da qualificação tinha já sido quebrado, quando Kimi Raikkonen se despistou na Parabólica, provocando uma bandeira vermelha que impediu que Alex Albon e Lance Stroll completassem as respectivas voltas lançadas.

A situação caricata surgiria a menos de dois minutos e meio do final da sessão, quando Nico Hulkenberg abandonou a sua boxe, sendo seguindo pelos restantes nove pilotos. O alemão, pouco interessado em ser o primeiro em pista, dado que isso não lhe conferia um cone de aspiração, falhou a travagem para a primeira chicane, seguindo pela escapatória a baixa velocidade.

No entanto, nenhum dos restantes pilotos estava interessado em assumir a liderança do pelotão, reduzindo o andamento para garantir que o homem da Renault se mantinha à frente.

Dai para a frente, assistiu-se a grupo de carros a rodar a baixa velocidade, enquanto o tempo se esgotava, até que Carlos Sainz, avisado pela sua equipa de que não teria tempo para iniciar uma volta, caso mantivesse o mesmo ritmo, alcançou o topo do grupo e acelerou para tentar passar a linha de meta antes da bandeirada de xadrez, tendo sido o único a consegui-lo.

Apesar disso, o espanhol não conseguiu melhorar o seu crono, mantendo o sétimo lugar. Depois da qualificação, Hulkenberg, Sainz e Stroll receberam reprimendas por terem rodado desnecessariamente devagar, estando a FIA a estudar soluções para evitar o verificado em Monza no sábado passado.

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