Apesar do susto, potenciado pelo facto da transmissão de TV ter demorado muito a mostrar repetições do acidente, o que é sempre mau sinal (quem faz a transmissão tem ordens para nada mostrar dos acidentes até que se tenha a certeza que o piloto está, nem que seja minimamente, bem. Faz todo o sentido). Isso demorou e começou a preocupar as pessoas, mas quem lidou de perto com o acidente depressa perceber que nada de muito grave se passava com Guanyu Zhou, piloto da Alfa Romeo, que no entanto ficou com o seu carro numa posição muito pouco ortodoxa, ‘entalado’ entre s barreiras de pneus e a rede que protege as pessoas nas bancadas de eventuais detritos ou peças: “Estou bem, o Halo salvou-me hoje. Obrigado a todos pelas vossas amáveis mensagens”, escreveu o piloto chinês no seu Twitter. E é verdade, a dinâmica do acidente foi complicada, e se não existisse Halo, as probabilidades do piloto bater com a cabeça no chão eram grandes.
A peça, que foi introduzida na Fórmula 1 em 2018, já potencialmente salvou várias vidas (porque nunca saberemos como seria sem o Halo). O carro ficou na vertical entre a rede e os pneus, e o piloto nada de significativo sofreu: “Foi um grande acidente e estou contente por estar bem. Os marshals e a equipa médica da pista foram fantásticos com a sua resposta rápida, e também devo os meus agradecimentos à FIA e à Fórmula 1 por todo o trabalho que fizeram, e continuam a fazer, para melhorar a segurança dos nossos carros.
O Halo salvou-me hoje, e isso vai mostrar que cada passo que damos para melhorar os nossos carros tem resultados reais e valiosos. Estou mais empenhado do que nunca em voltar ao bom caminho e fazer o que adoro. Estou em forma e ansioso pela corrida da Áustria na próxima semana”, disse Zhou.
Curiosamente, no mesmo dia na F2, Roy Nissany também foi protegido pelo Halo depois do monolugar de Dennis Hauger ter voado e aterrado sobre o Halo do carro do piloto israelita.











