Apesar do triunfo de Lewis Hamilton no GP dos EUA de Fórmula 1, Nico Rosberg não ficou demasiado preocupado e deixou perceber que alterou a sua postura, que vinha evidenciando com grande resultados até aqui. O piloto alemão sempre colocou no seu discurso ênfase no facto de olhar para o campeonato corrida a corrida e isso valeu-lhe nove vitórias, várias com prestações que terão surpreendido até o próprio Hamilton.
Mas nesta corrida de Austin, o alemão pareceu adotar uma nova estratégia e já fala do que precisa para chegar ao título. É natural que neste momento deixe de arriscar o mesmo, qualquer piloto faria isso, mas essa postura mais cautelosa também o pode colocar na mira dos Red Bull mais facilmente. Isso viu-se em Austin, quando Daniel Ricciardo estava a interpretar muito bem a sua tática, até que Rosberg teve muita sorte, com o Safety Car Virtual causado pelo abandono de Max Verstappen. Nada garantia que conseguisse suplantar Ricciardo, e se fosse terceiro, perdia duma assentada dez pontos para Hamilton. Assim, nas três corridas que faltam pode ser terceiro numa delas, e tem que ser segundo nas outras duas se Hamilton vencer as três. Só que aqui há um dado muito interessante. No México a competitividade não será muito diferente do que foi em Austin, mas no Brasil e em Abu Dhabi, especialmente nesta última, os Red Bull serão muito competitivos, e nem sequer Hamilton terá nada garantido em termos de triunfos. Portanto há ainda uma boa margem de incerteza quanto ao título, embora, se tivéssemos que dar uma percentagem de favoritismo a Rosberg, diríamos, 75 por cento. Convém lembrar que o que está a fazer toda a diferença nesta luta é a fiabilidade, pois apesar da grande época que todos reconhecem a Rosberg, sem a avaria da Malásia, Hamilton estaria dois pontos na frente do campeonato com três corridas pela frente.










