Para que se perceba a importância de ter os seus dois carros na frente, e quando se tem, a necessidade que os pilotos façam o que devem, vamos tomar como exemplo o que sucedeu este fim de semana no arranque do GP de Espanha de Fórmula 1.
Com Lewis Hamilton a arrancar na frente de Max Verstappen, Valtteri Bottas logo atrás e com Sergio Perez em oitavo a Red Bull perdia de imediato um trunfo. Que por acaso não foi necessário devido a erros dos dois pilotos da Mercedes. E quais foram esses erros?
Lewis Hamilton deixou Verstappen partir melhor, mas Bottas não fez o que devia, quando o seu colega de equipa falhou. Hamilton ficou à esquerda, Verstappen colocou-se atrás e à direita dele para aproveitar o ‘slipstream’ e aí Bottas, se tem arrancado bem, devia ter fechado a pista à direita, para impedir que Verstappen ‘metesse’ por dentro e ficasse preso atrás de Hamilton.
Mas Bottas não estava lá porque Charles Leclerc fez um excelente arranque e o finlandês tinha mais com que se preocupar. E Verstappen cobriu bem essa zona invertendo os papéis que a MErcedes queria.
Hamilton deixou um espaço no interior suficientemente pequeno para a maioria dos pilotos decidir ‘recuar’, mas suficientemente grande para Max Verstappen lá meter o carro, sem hesitação. Depois, quase se tocaram e o Red Bull foi para a frente. A Mercedes arrancou com um 1-3 e poucos metros depois tinha um 2-4, por Leclerc passou Bottas.
Se a Mercedes não tem descoberto uma estratégia ‘mágica’, a Red Bull tinha ali a corrida quase ganha…










