A Williams juntou-se ao grupo de equipas que deixam de pintar algumas áreas dos seus carros, apresentando as peças com fibra de carbono em bruto numa tentativa de perder algum peso. A equipa de Grove deixará a fibra de carbono à vista à volta dos sidepods e das entradas de ar que até agora estavam pintadas de azul e preto.
Dave Robson, responsável da Williams, salientou a dificuldade de todas as equipas em construir monolugares que fiquem perto do valor de peso mínimo instituído pelos novo regulamento técnico.
“Gostaria que o carro fosse mais leve e não sei se é óbvio, mas o esquema de pintura é diferente”, disse Robson. “Trata-se em parte de baixar o peso da tinta no carro. Não sei onde nos encaixamos na categoria de excesso de peso no pitlane, é muito difícil de saber, mas é um desafio conseguir que estes carros fiquem abaixo do peso. É algo em que podemos continuar a trabalhar”.
A Aston Martin revelou que conseguiu baixar o peso do AMR22 em cerca de 350gr. com a mesma estratégia agora adotada pela Williams. A McLaren e a Ferrari também já o fizeram, mas sem revelar dados sobre esta opção.
Sobre a falta de ritmo do monolugar da equipa, Robson explicou que os pilotos se têm queixado da falta de equilíbrio, mas que alguns componentes que estão em produção deverão solucionar esse problema. Quanto ao efeito oscilatório (porpoising), o responsável afirmou que estão perto de encontrar a “janela perfeita. Se nos enganarmos um pouco, arriscamo-nos a danificar o fundo, esse é provavelmente o nosso limite. Mas estamos muito perto do que queremos”.









