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GP Emilia Romagna F1: Verstappen vence de forma dominante, Leclerc desiludiu os Tifosi

Fábio Mendes by Fábio Mendes
24 Abril, 2022
in Destaque Homepage, F1, FÓRMULA 1, Newsletter, Newsletter destaque
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GP Emilia Romagna F1: Verstappen vence de forma dominante, Leclerc desiludiu os Tifosi

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Imola sorriu a Max Verstappen e à Red Bull. O campeão em título venceu e convenceu, liderando todas as voltas da prova italiana. A prometida chuva não apareceu e os pilotos procuraram as melhores posições numa pista cada vez mais seca. A Red Bull foi a mais forte e venceu de forma convincente, Verstappen liderou e venceu sem problemas, com Pérez em segundo lugar, conseguindo a tão desejada dobradinha, afastando os fantasmas das desistências. Em terceiro lugar, Lando Norris, mais uma vez brilhante em Imola, com um pódio para a McLaren que parecia impossível no começo da época.

Mais uma vez a F1 ofereceu-nos uma tarde repleta de surpresas. Esperava-se que a meteorologia tivesse um papel preponderante na corrida de hoje, mas a chuva não atrapalhou a corrida em Imola. A Red Bull deu uma grande resposta e depois depois problemas de fiabilidade, das dúvidas quanto à capacidade da equipa acompanhar a Ferrari, os Bulls mostraram que estão na luta. A Ferrari jogava em casa, perante o seu público e talvez por isso tenha sentido a pressão. Carlos Sainz voltou a ter azar e a ficar de fora na primeira volta e Charles Leclerc cometeu um erro grave, que lhe custou um pódio que estava garantido. A luta pelo título volta a aquecer. Lando Norris fez uma excelente corrida e voltou a ser feliz em Imola. Uma corrida solitária mas muito bem gerida. O quarto lugar estava assegurado, mas o erro de Leclerc abriu as portas a um inesperado pódio. A McLaren consegue assim mais um excelente resultado e mostra que, passo a passo, vai recuperando.

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Os destaques da corrida

Max Verstappen tem de ser o grande destaque. Pole, vitória na corrida Sprint, vitória e volta mais rápida. O campeão conseguiu assegurar o máximo de pontos, um resultado importante, ainda mais importante dado que a Ferrari falhou. Pérez fez uma boa corrida, ainda sofreu com a pressão de Leclerc, mas aguentou, capitalizando o bom arranque que fez. Norris foi brilhante, e depois de mostrar que tem qualidade à chuva, também fez uma grande corrida com a pista seca. Mais uma vez, a jovem estrela da McLaren a mostrar que tem estofo de campeão e a dar pontos importantes à equipa.

Quem merece grande destaque é George Russell. O piloto da Mercedes largou de 11º e era sexto no final da primeira volta. Fez uma corrida irrepreensível, mesmo em condições difíceis pois na paragem, a equipa não conseguiu corrigir o ângulo da asa dianteira o que terá dificultado a vida ao britânico. Russell aguentou o ritmo e no final conseguiu defender-se de Valtteri Bottas, outro piloto que fez uma corrida muito boa. O finlandês foi rápido, atacou nos momentos certos e mostrou que o ritmo da Alfa Romeo chega para um top 5 nesta fase.

Charles Leclerc é a desilusão da tarde. A corrida estava resolvida, mas um erro na Variante Alta arruinou o esforço do piloto e da equipa. A Ferrari sai triste de Imola, com Sainz sem hipótese de fazer uma volta sequer, depois do toque com Daniel Ricciardo, outra desilusão esta tarde. Foi o primeiro a trocar para os pneus slicks, não lucrou com isso e quando calçou os duros, nunca teve ritmo para sair do fim do pelotão.

Yuki Tsunoda fez também uma boa prova e apesar de alguns percalços apresentou um ritmo interessante e nas últimas voltas conseguiu subir várias posições e conquistar o sétimo posto. Melhor só mesmo Sebastian Vettel, com uma máquina inferior, a conseguir o oitavo lugar. Manteve-se longe dos problemas, usou a sua experiência para gerir a corrida e conseguir os primeiros pontos do ano. Quem sabe nunca esquece. Kevin Magnussen conseguiu pontos para a Haas, enquanto Mick Schumacher teve uma tarde para esquecer. Dois erros atiraram o alemão para o fim do pelotão, numa tarde negra para o #47. Lance Stroll foi o 10º, prémio para uma boa corrida, com lutas interessantes. Um sinal de recuperação para a Aston Martin.

Alex Albon foi novamente um dos melhores da tarde, com um 11º posto, tendo largado de 18º. Boa corrida, com um ritmo surpreendente, aguentando atrás de si carros mais rápidos. Albon volta a mostrar que tem qualidade para mais do que um carro no fundo do pelotão e fez mais um pequeno milagre.

Gasly foi 12º e teve como companhia durante toda a tarde um Hamilton sem argumentos para passar o francês em mais uma tarde má do campeão da Mercedes. A Alpine ficou fora dos pontos, com Ocon a terminar em 14º e Alonso a desistir mais uma vez, com o azar a complicar a vida do espanhol. Zhou fez a corrida possível e Latifi ficou novamente a milhas do seu colega de equipa.

Foi a tarde perfeita para a Red Bull, foi um excelente resultado para a McLaren, ao contrário da Ferrari que sai de Imola com a sensação que podia, e devia, ter feito muito melhor. Russell continua a ser o abono da Mercedes, Alfa Romeo confirmou o seu potencial, Aston Martin deu sinais positivos, a Haas agradeceu mais uma vez a decisão de trazer de volta Magnussen, a Alpha Tauri voltou a não ter sorte num fim de semana de corridas Sprint e a Williams confirmou que encontrou um piloto do calibre de Russell para minimizar os estragos.

O filme da corrida

Com o arranque da prova sem chuva, mas com a pista ainda muito molhada, todos os pilotos escolheram largar com os pneus intermédios, marcados a verde. Zhou largava da via das boxes por troca de elementos fora do regulamentado em Parque Fechado. Na frente do pelotão tínhamos Max Verstappen na pole, conquistada no dia anterior depois de um ataque final bem sucedido a Charles Leclerc, que ficou com o segundo posto, atrás dos dois destaques da corrida sprint, Sergio Pérez e Carlos Sainz, os pilotos que mais lugares recuperaram na Sprint e que estavam em excelente posição para ajudar os respetivos colegas de equipa. Os McLaren ocupavam a terceira linha da grelha, à frente de Valtteri Bottas e Kevin Magnussen, com Fernando Alonso e Mick Schumacher a completar o top 10.

A pista parecia pouco molhada e havia algumas zonas já secas, o que deixava antever que os pilotos iriam trocar de pneus rapidamente. No entanto, a chuva estava prevista para 20 ou 25 minutos depois do arranque, o que colocava um problema aos pilotos. Esperar pela chuva com os intermédios, ou arriscar os slicks assim que a pista o permitisse.

Os fumos vermelhos das bancadas repletas deram ainda mais cor ao arranque da prova no mítico traçado de Imola. Na largada para as 63 voltas, Verstappen largou bem, tal como Pérez e Norris, com Leclerc a perder duas posições. No entanto, um toque entre Carlos Sainz e Daniel Ricciardo, atirou ambos para fora de pista, com o espanhol a ficar preso na caixa de gravilha, trazendo o Safety Car para a pista. Ricciardo deu um trambolhão na classificação. Nesta fase destacava-se George Russell, com uma grande largada, subindo de 11º para sexto. Kevin Magnussen também subiu até ao quinto posto. Nesta fase tínhamos Verstappen, Pérez, Norris, Leclerc, Magnussen, Russell, Bottas, Alonso, Vettel e Yuki Tsunoda. Lewis Hamilton era 12º, à frente de Esteban Ocon, Pierre Gasly e Alex Albon, com Mick Schumacher na 17ª posição, tendo perdido muitos lugares. Ricciardo foi para as boxes mas voltou a calçar os intermédios.

Na volta 4, o SC saiu de pista e Verstappen largou bem, enquanto Leclerc tentava pressionar Norris. O recomeço não sorriu a Fernando Alonso que perdeu três posições, caindo para fora dos pontos. Pouco depois, Alonso perdeu mais um lugar para Lewis Hamilton. O carro do espanhol apresentava um grande buraco no flanco direito que cedeu aparentemente sem influência. Um toque de Schumacher (que perdeu o controlo do seu monolugar nas primeiras curvas) no arranque terá fragilizado a área que cedeu. A desistência acabou por ser inevitável e o azar de Alonso continuava.

A luta mais interessante nesta fase era entre Norris e Leclerc, com o britânico a tentar defender-se de Leclerc. Na volta 8 a defesa do #4 terminou e a velocidade superior do Ferrari foi um argumento demasiado forte.

Com nove voltas dadas, já tínhamos uma trajetória seca, mas os pilotos eram obrigados a procurar as zonas húmidas para manter os pneus na melhor forma enquanto a chuva não chegava.

Russell e Magnussen davam espetáculo, na luta pelo quinto lugar. Russell conseguiu estar temporariamente na frente de Magnussen, mas o dinamarquês defendia-se muito bem, com Bottas a aproximar-se deste duelo. Na volta 12, na Variante Alta, Russell surpreendeu Magnussen e subiu ao quinto posto. Magnussen não conseguiu segurar Bottas e o #20 da Haas caiu para o sétimo posto. Vettel estava a fazer uma boa corrida e conseguia afastar-se de Tsunoda, consolidando o seu oitavo posto, com Stroll a defender-se de Hamilton, na luta pelo décimo posto.

Com 15 voltas concluídas, os pilotos começavam-se a queixar dos pneus. A pista estava já demasiado seca para os intermédios, mas com a chuva iminente, os pilotos tinham de gerir as borrachas como podiam, enquanto não chovia. Verstappen tinha agora uma liderança de 6 segundos para Pérez que tinha quase dois segundos de vantagem para Leclerc.

Na volta 17, Daniel Ricciardo arriscou e colocou os slicks médios, sendo o primeiro a usar pneus para piso seco. Vettel seguiu o exemplo de Ricciardo, tal como Albon e Gasly. Pérez, Russell e Bottas também foram trocar de pneus para colocar pneus médios. A reação ao que Ricciardo fez foi imediata e praticamente todos os carros entraram para trocar de pneus. As lutas nas boxes foram intensas e houve até um toque entre Hamilton e Ocon ( unsafe release que acabou por receber cinco segundos de penalização). Bottas teve uma má paragem e perdeu muito tempo na sua troca.

Na pista a luta entre Pérez e Leclerc animou e o piloto da Ferrari ainda passou para a frente do #11 da Red Bull, mas foi por pouco tempo.

A corrida de Russell ficava comprometida pois a asa dianteira não foi ajustada e o jovem piloto iria ter dificuldades para manter os pneus, com um equilíbrio aerodinâmico comprometido. Mick Schumacher voltou a cometer um pequeno erro e fez um pião, para complicar ainda mais a sua tarde, que já estava a ser bastante negra.

Com 25 voltas feitas, tínhamos Verstappen, confortavelmente na frente, com Pérez, Leclerc, Norris e Russell no top 5, seguindo-se Bottas, Vettel, Magnussen, Tsunoda e Stroll.

A luta pelo nono animou com Stoll a atacar Tsunoda, com Ocon a juntar-se à festa. Não vimos mudanças na ordem deste trio, mas a luta prometia. Mais à frente, um erro de Pérez permitiu a aproximação de Leclerc mas o monegasco não conseguiu concluir a manobra.

A chuva parecia ter-se afastado da pista e as equipas começavam a recalibrar a estratégia com algumas equipas a tentar fazer durar os pneus médios até ao fim da corrida, o que parecia muito ambicioso nesta fase da corrida em que chegamos ao meio da prova. Daniel Ricciardo voltou às boxes para calçar os pneus duros que durariam até ao fim da corrida, caso a chuva não voltasse.

No meio do pelotão destacavam-se os Aston Martin, com uma boa corrida, nos pontos, e Alex Albon, apesar de estar fora dos pontos (12º) estava a aguentar o ritmo de Ocon em 11º e Gasly em 13º, num carro claramente inferior.

Na volta 34, a direção de corrida ativou o DRS, o que iria promover mais ultrapassagens. Com isso Gasly e Hamilton ficavam com DRS e Albon ficava vulnerável aos ataques dos seus adversários.

Na volta 40, um momento simbólico. Lewis Hamilton recebeu bandeiras azuis para deixar passar o líder Verstappen, uma situação que deve ter afetado o sete vezes campeão do mundo.

44 após o arranque, uma peça do Williams de Latifi soltou-se o que poderia trazer um Safety Car para a pista, numa altura em que Hamilton continuava a tentar passar Gasly, sem sucesso, com Albon a manter o 12º. Na frente, Leclerc queixava-se dos pneus, mas a equipa não queria parar e queria levar o #16 com os mesmo pneus até ao fim, mesmo tendo possibilidade de fazer a paragem, com a Scuderia a jogar pelo seguro. Quem não estava a jogar pelo seguro era Tsunoda que tratou de passar Kevin Magnussen, com Vettel a dois segundos, em sétimo.

Daniel Ricciardo rodava quase 4 segundos mais lento que os líderes, o que mostrava que os pneus duros não eram solução para esta tarde. Só na 20ª volta com os duros Ricciardo começou a igualar tempos dos pilotos no meio do pelotão.

Na volta 50, a Ferrari mudou de ideias e colocou os pneus macios caindo para quarto, com Lando Norris a assumir um terceiro lugar, que parecia temporário. Pérez também entrou para calçar os macios, imitando a Ferrari. Leclerc regressou ao terceiro lugar nessa altura com a ordem do top 5 a manter-se inalterada. Verstappen parou na volta 52, numa paragem sem problemas, mantendo a liderança da prova, que mantinha desde o começo. Leclerc estava com bom ritmo e começava a atacar Pérez, no que parecia ser a luta mais interessante até ao final da corrida. No meio do pelotão, Tsunoda atacava Vettel pelo sétimo lugar, que conseguiu conquistar algumas voltas depois..

O drama abateu-se sobre Imola na volta 54, com um erro de Leclerc a atirar o monegasco contra as barreiras, danificando a asa dianteira. Leclerc entrou para as boxes e caiu para o nono lugar, arruinando o que podia ser um bom resultado.

Na volta 56 tínhamos Verstappen na frente, sem pressão, seguido de Pérez, Norris, Russell e Bottas no top 5. Seguiam-se Tsunoda em sexto, Vettel, Leclerc, Magnussen e Stroll.

Bottas não estava contente com o quinto lugar, e começou a atacar Russell nas últimas voltas, numa reedição da luta do ano passado, que acabou de forma amarga para ambos.  Leclerc tentava recuperar e era sétimo com três voltas para o fim, com a chuva a ameaçar as duas últimas voltas da prova. Russell continuava a defender-se de Bottas, num último esforço entre o britânico que “roubou” o lugar a Bottas na Mercedes. As posições mantiveram-se até ao fim e Verstappen venceu, seguido de Pérez e Norris. Russell, Bottas e Leclerc completaram o top 6. Tsunoda, Vettel, Magnussen e Stroll conseguiram pontos na tarde de Imola. 

Tags: F1Formula 1GP Emilia Romagna F1
Fábio Mendes

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Em 2013 criei um blog com um grupo de amigos, que me abriu as portas para o fantástico mundo do motorsport e do AutoSport, onde escrevo desde 2017.

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