A insatisfação de Lewis Hamilton nas últimas voltas da corrida depois de ter sido mantido na frente do pelotão com pneus médios já usados, para se defender de Max Verstappen foi clara no rádio, mas minimizada nas entrevistas no final da prova. Mas, pelos vistos, Hamilton também terá cometido um erro.
Hamilton sentiu o cheiro da vitória, mas foi “despachado” por Max Verstappen que passou por ele com facilidade no recomeço da prova. A Mercedes ficou de mãos atadas no último Safety Car e se parasse Hamilton para troca de pneus, este ficaria sempre atrás de Verstappen, sem argumentos para o desafiar. Mantendo-se na frente, poderia ter alguma hipótese de o atrasar e, quem sabe, manter a posição, o que não aconteceu. George Russell entendeu isso e pediu pneus macios e com menos a perder, foi chamado às boxes. Hamilton perdeu a proteção, mas Russell ganhou armas para se defender de Charles Leclerc, que também tinha colocado macios. Mas segundo Mark Hughes, na sua crónica no The Race, o #44 da Mercedes também terá cometido um erro.
Na crónica da corrida, Hughes afirma que Hamilton terá selecionado mal o modo da sua unidade motriz, o que o deixou com menos potência e, por isso, ainda mais vulnerável ao ataque de Verstappen, que concluiu a manobra com facilidade. Será que sem este erro, Hamilton teria conseguido segurar o #1 da Red Bull? Muito dificilmente. O ritmo e a vantagem nos pneus (macios cerca de 0.5 seg mais rápidos que os médios) mostraram que Verstappen teria a vantagem toda do seu lado. A Mercedes arriscou (bem) e não conseguiu, mas não tendo nada a perder esta época, foi uma aposta sensata. Hamilton colocou um ponto final bem cedo à possível polémica. O que se diz no rádio deve ser analisado com cuidado. É como analisar o que dizem jogadores de futebol num jogo… o que se diz é no calor do momento, com esforço físico à mistura e com a pressão.












