GP dos Países Baixos: Destaques da qualificação
A pista de Zandvoort foi palco de uma excelente qualificação, renhida e, apesar de a pole ter sorrido ao favorito, repleta de incerteza. O mítico traçado neerlandês, fluído e rápido foi o cenário perfeito para uma tarde emocionante.
Começamos por referir o incidente no início da Q2. Um “flare” ou “fumo” foi atirado para a pista, o que provocou a interrupção da sessão. O adepto responsável pelo ato foi imediatamente expulso das bancadas, mas é mais um episódio em que os fãs neerlandeses ficam mal na fotografia.
Max Verstappen foi o grande destaque da qualificação com mais uma pole, desta vez em casa, perante o seu público. Verstappen dominou a Q1 e na Q2 geriu o andamento com um conjunto de pneus já usados, o suficiente para garantir a passagem à Q3. Mas na derradeira sessão, Charles Leclerc deu tudo o que tinha e obrigou Verstappen a dar o melhor. A diferença foi curta, muito curta, mas o suficiente para conseguir a pole. Mas uma grande demonstração da Red Bull e de Max Verstappen. Já Sergio Pérez ficou mais uma vez longe do seu colega de equipa. Claramente desconfortável aos comandos do seu RB18, Pérez nunca encontrou o compromisso ideal para si e acabou a tarde em pião, o que nunca é bom. O mexicano está em dificuldades e a boa forma do início da época já é uma memória longinqua.
A Ferrari mostrou que, apesar da luta pelo título ser cada vez mais uma miragem, tem argumentos para se bater com a Red Bull. Charles Leclerc voltou a mostrar toda a sua qualidade e as voltas na Q3 são muito boas. A segunda tentativa pecou por um pequeno deslize no setor 2, caso contrário poderia ter conquistado a pole. Apesar da desilusão final, Leclerc tinha motivos para sorrir e para se animar, pois parece estar com andamento suficiente para tentar a vitória. Carlos Sainz voltou a ficar a alguma distância do seu colega, mas o terceiro posto é positivo, mas não o suficiente para as aspirações do espanhol.
Lewis Hamilton foi quarto, numa boa prestação do britânico, que provavelmente extraiu tudo do seu W13. Comparando com a prestação de George Russell (um furo abaixo na Q3), Hamilton esteve muito bem e colocou-se em boa posição para tentar uma presença no pódio. A Mercedes recuperou algum andamento comparando com o fim de semana passado e está agora mais perto da Red Bull e Ferrari.
Lando Norris disse no início do dia que hoje obteria um sétimo lugar na qualificação. Acertou na sua previsão e foi o melhor do segundo pelotão, de forma algo surpreendente, olhando ao que a McLaren fez nos treinos. Boa prestação do piloto britânico que consegue sempre dar um pouco mais em qualificação. Já Daniel Ricciardo voltou a desiludir e se muitos fãs gostavam de ver uma reta final boa por parte do australiano, os resultados vão justificando a decisão da McLaren.
Mick Schumacher foi um dos grandes destaques. Depois de um fim de semana mau em Spa, a Haas deu sinais de retoma e Mick conseguiu uma passagem à Q3, materializando o potencial mostrado nos treinos. Excelente qualificação do germânico que, ao contrário de Kevin Magnussen, conseguiu encontrar o caminho do top 10.
Yuki Tsunoda fez também uma boa qualificação, superiorizando-se face ao seu colega de equipa Pierre Gasly, que esteve discreto em Zandvoort. Tsunoda mostrou novamente a sua velocidade mas o problema é sempre a sua mentalidade e a forma como encara os acontecimentos em pista. A Alpha Tauri parecia em maus lençóis nos treinos, mas em qualificação mostrou algo mais.
Lance Stroll conseguiu chegar à Q3, mas ou por falta de pneus ou por alguma questão técnica, não regressou à pista pelo que não ficamos a saber o verdadeiro potencial do AMR22. Vettel foi eliminado logo na Q1, um golpe no ego do alemão, uma vez que a Aston se mostrou competitiva nos treinos.
A Alpine foi a grande desilusão da tarde, com os dois carros eliminados na Q2, quando se esperava que seriam a referência no segundo pelotão. A Alfa Romeo voltou a ter uma tarde menos conseguida e apenas Zhou Guanyu deu um ar da sua graça, com Valtteri Bottas de fora logo na Q1. Na Williams esperava-se um pouco melhor, muito por culpa das prestações positivas de Alex Albon, mas a passagem à Q2 foi um prémio de consolação, enquanto Nicholas Latifi não largou os últimos lugares.
Para amanhã esperam-se lutas renhidas em todos o pelotão, com a estratégia a poder ditar parte importante do sucesso. Com uma pista tão estreita e fluída, as oportunidades de ultrapassagem não vão abundar e a posição em pista será crucial, tal como a gestão dos pneus. A luta na curva 1 vai ser intensa e poderá dar faísca. Quem leva a melhor? Amanhã saberemos.
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