Max Verstappen conquistou a terceira vitória consecutiva no Grande Prémio dos Países Baixos, e igualou o recorde de nove vitórias consecutivas numa temporada, anteriormente estabelecido por Sebastian Vettel, em 2013, também ao volante de um Red Bull. Esta foi a 46.ª vitória da carreira de Verstappen, elevando o número total de pódios para 90.
Para Mario Isola, Diretor Motorsport da Pirelli: “Esta foi uma corrida muito espetacular, com diversas mudanças meteorológicas que dificultaram a vida das equipas no momento de decidir que pneus escolher e quando ir às boxes. Além do facto de terem sido utilizados os cinco compostos, há outros dois capítulos que merecem destaque. Como se esperava, ao longo do fim de semana, as temperaturas mais amenas favoreceram a utilização dos pneus macios, claramente o melhor pneu em seco, sendo um composto que lidou igualmente bem com o molhado, com os pilotos a não optarem por parar quando começou a chover.
O composto mais afetado foi o duro, mas o longo stint de Russell, que provavelmente teria durado até ao final da corrida se a chuva não tivesse regressado, demonstrou que estes pneus não eram totalmente desadequados para as condições. De seguida, cabe realçar o desempenho do intermédio, um composto que se revelou competitivo com pouca ou muita água na pista. Por fim, há várias pessoas que quero felicitar: Max Verstappen pela nona vitória consecutiva, os espetadores de Zandvoort que, mais uma vez, deram um espetáculo fantástico nas bancadas, demonstrando um entusiasmo contagiante apesar do mau tempo, Fernando Alonso, que regressou ao pódio, e Pierre Gasly, que alcançou um resultado excelente”, disse.
A chuva foi o principal fator que afetou o resultado da corrida. Todos os pilotos começaram com pneus para seco: Hamilton com pneus médios e restantes com pneus macios. Logo na primeira volta, a chuva apareceu, obrigando quase todo o pelotão a ir às boxes para colocar intermédios. No entanto, alguns pilotos corajosos como a dupla da Williams, Hulkenberg, Bottas e Piastri, optaram por ficar de fora, apostando que a chuva não duraria muito. Após cerca de dez voltas, a pista estava novamente pronta para pneus slick, e no espaço de 12 voltas regressaram todos aos pneus para seco. Nessas condições, o Macio foi claramente o melhor composto, tendo sido utilizado pelo maior tempo possível, como atestam as 50 voltas realizadas por Tsunoda e as 44 de Albon. Apenas Russell optou pelo composto duro, tendo-se encontrado no final do pelotão, após a entrada do Safety Car, resultante da saída de pista de Sargeant. Se a chuva não voltasse a aparecer, é provável que o piloto da Mercedes tivesse realizado o resto da corrida com o conjunto de pneus duros. Mais uma vez, verificou-se uma corrida às boxes, com vários pilotos a optarem por pneus de chuva. A corrida viria a ser interrompida pouco depois com a saída de pista de Zhou, o que não permitiu verificar o real comportamento destes pneus. No recomeço, os intermédios provaram novamente ser a melhor escolha, mesmo com a água abundante que se verificava na pista e com temperaturas que rondavam apenas os 20°C.












