Apesar de ter sido uma corrida pouco entusiasmante, o GP do México teve sumo suficiente e motivos de interesse. Escolhemos as cinco piores prestações:
Ferrari
Para quem pensava que a época da Ferrari não podia piorar… eis que a Scuderia tem uma das exibições mais fracas do ano. Na qualificação os sinais de alarme intensificaram-se e a preocupação no campo da equipa transalpina era clara. Sabia-se qual o problema mas talvez esse problema não pudesse ser minimizado. Foi o que aconteceu. A Ferrari arrastou-se em pista, sem ritmo para a Mercedes e a Red Bull mas com vantagem face às equipas do segundo pelotão. Foi uma corrida solitária para os dois pilotos da Scuderia, sem argumentos para mais. Uma exibição pobre, motivada pelas carateristicas especificas da pista mexicana. Mas mais uma corrida em que a Mercedes fez melhor que a Ferrari, algo raro na primeira metade da época, e agora bem mais frequente nesta segunda metade.
Fernando Alonso
Apenas colocamos Alonso nesta lista pelo seu espantoso azar ao longo de 2022. Fernando Alonso tem sido dos melhores em pista, mas a falta de fiabilidade do seu Alpine é caso de estudo. Tinha o sétimo lugar na mão, o melhor do segundo pelotão, mas não conseguiu mais uma vez atingir os seus objetivos, devido às fragilidades da sua máquina… a história da sua carreira. No entanto, salientamos a postura e a fome de vencer do espanhol que estava visivelmente irritado quando a unidade motriz Renault claudicou. É ainda dos melhores do mundo, mas o azar, esse prega-lhe partidas amiude.
Mercedes
A Mercedes falhou. Teve oportunidade de pressionar mais a Red Bull e tentar a vitória, mas opções estratégicas erradas não permitiram o brilharete naquela que era a melhor oportunidade do ano de vencerem. A Mercedes foi cautelosa na escolha dos pneus e a falta de arrojo impediu Lewis Hamilton e George Russell de tentarem algo mais. Não é costume ver a Mercedes a errar na estratégia, mas aconteceu e a equipa pagou por isso. Podia ter sido muito melhor.
Aston Martin
Depois da excelente prestação em Austin, a equipa sediada em Silverstone não disfarçou as tonturas que a altitude da Cidade do México provocou. Um fim de semana a zeros e o fim de uma série de três corridas nos pontos (onde fizeram mais pontos do que em todas as outras corridas do ano). Os sinais positivos da Aston são claros, mas no México, o AMR22 não deu o que se esperava.
Nicholas Latifi
Presença habitual nesta lista. Já não há muito a dizer do piloto canadiano que acabou a mais de minutos e meio do seu colega de equipa. Danos no seu Williams, terão motivado uma diferença abismal, mas não podem justificar tudo. Latifi está de saída e não mostrou argumentos para ficar.









