Se o limite orçamental já é um tema controverso, o limite salarial é igualmente controverso. O limite orçamental já está implementado, mas o limite salarial volta a ser tema com Toto Wolff a repescar o tema.
Wolff admite que os pilotos poderão não ficar satisfeitos com um limite salarial, mas recordou os exemplos americanos para mostrar que é possível implementar um sistema similar:
“Podemos ver que estamos perante uma situação muito difícil na F1, em geral”, disse ele no Brasil. “O desporto está em plena expansão e a F1 está a ganhar mais dinheiro, o que se repercute nas equipas. Mas temos um limite orçamental. Temos 140 milhões de dólares para 1000 pessoas. Com a inflação, não conseguimos sequer pagar a inflação. A conversa sobre $30 ou $40 milhões de limite salarial é inadequada quando se toma essa perspetiva.”
Mesmo a questão da insatisfação dos pilotos sobre este tema é claro, com Wolff a entender, dizendo “como piloto talvez dissesse a mesma coisa. Mas as ligas americanas que são as mais bem sucedidas do mundo introduziram limites salariais há 15 anos. Funciona muito bem por lá”, disse o austríaco. “Precisamos encontrar uma forma de agir de forma sustentável e de nos tornarmos independentes de fundos soberanos ou de equipas estatais. Não se pode simplesmente ter um limite salarial em algumas das equipas de topo que é de 30, 40, 50 milhões de dólares quando o resto da equipa precisa de ser dividido em 140m”, disse ele.












