Numa corrida onde a estratégia falou mais alto, numa corrida interessante mas algo morna, houve motivos de destaque pela positiva e pela negativa. Fazemos uma breve análise dos melhores e dos piores do GP de Portugal:
Os Melhores
Lewis Hamilton – Mais uma demonstração de classe por parte do heptacampeão britânico. O fim de semana não foi fácil, não conseguiu a pole e na corrida chegou a andar em terceiro. Mas apesar disso conseguiu vencer com 30 seg. de vantagem para o segundo classificado. “Despachou” Max Verstappen e Valtteri Bottas, tirou bilhete e fugiu a todos. Hamilton está numa forma brutal e em Portimão voltou a dar uma lição.
Lando Norris – Na Sondagem da Semana em que quisemos saber qual iria ser o piloto em destaque no GP de Portugal, a maioria dos leitores do AutoSport votou em Lando Norris. O britânico não desiludiu. Norris voltou a mostrar uma qualidade tremenda em pista e apesar de na qualificação não ter brilhado como em Ímola, em corrida voltou a estar muito forte levando claramente a melhor em relação aos Ferrari. Aquelas ultrapassagens a Esteban Ocon e a Sergio Pérez foram um regalo.
Alpine – Uma melhoria tremenda em relação ao que tínhamos visto nas primeiras corridas. Um ritmo muito mais competitivo e dois pilotos a aproveitarem isso para marcar pontos importantes. Ocon está a subir o nível e a fazer o que a equipa exige dele e Fernando Alonso está a começar a voltar ao seu nível. Um bom fim de semana para a equipa francesa.
Daniel Ricciardo – Outro piloto da McLaren em destaque. Depois da péssima prestação na qualificação, compensou com uma boa recuperação na corrida. Perdeu algum ímpeto no segundo stint e podia ter chegado a mais, mas não tem ainda os níveis de conforto e confiança que precisa para ser o Ricciardo que todos esperam.
Mick Schumacher – Ficou à frente do seu colega de equipa, o que começa já a ser um hábito mas também ficou à frente do bem mais competitivo Williams de Nicholas Latifi. O jovem Schumacher está aos poucos a mostrar o seu potencial e esta foi a primeira corrida onde saiu com muitos motivos para sorrir. Um bom fim de semana para o alemão, dentro das limitações que o carro impõe.
Os Piores
Williams – Em Ímola ambos os carros passaram à Q2 e em Portimão, George Russell ficou muito perto da Q3. Mas na corrida caíram na classificação de forma dramática e não tiveram andamento. As características do carro e o foco em brilhar na qualificação terão sido os catalisadores de uma das piores exibições do fim de semana.
Carlos Sainz – Fim de semana para esquecer. Boa qualificação, melhor que Leclerc mas uma corrida horrível em que não teve andamento, em especial na segunda metade. Sainz pode e vai dar mais, mas este foi um fim de semana complicado para o espanhol.
Nikita Mazepin – Não fez nenhum pião, o que já é bom, mas está constantemente envolvido em situações em que os colegas de profissão se queixam da sua postura. Na corrida foi penalizado com cinco segundos por desrespeito às bandeiras azuis. Tem de fazer melhor.
Red Bull – Não tiveram uma má prestação e para as contas do título, o resultado não compromete. Mas a atitude no final da corrida, culpando limites de pista, aderência e outros fatores, foi uma tentativa de disfarçar algo claro. A desvantagem que a Mercedes tinha esfumou-se e os Flechas de Prata ganharam com todo o mérito. A Red Bull tem muito trabalho pela frente se quiser discutir o título até o final.
Aston Martin – Ainda longe de darem mostras de poderem ser candidatos ao top5. Em qualificação já vimos algo positivo de Sebastian Vettel, mas em corrida nem Vettel nem Lance Stroll tiveram argumentos. Um arranque mau da Aston Martin.










