Em Monza, a Catedral da Velocidade, os mecânicos das equipas deverão ter menos trabalho esta tarde, com a estratégia de uma paragem a ser a preferida para a corrida. A dúvida está na forma como as equipas vão executar.
Os pilotos que largam dos primeiros lugares da grelha deverão optar pelas borrachas mais macias para a largada, dando mais aderência no arranque, onde se podem ganhar posições importantes. Assim, para esses pilotos, espera-se um stint de 18 a 24 voltas antes de trocar para os pneus duros. Dos pneus escolhidos pela Pirelli, todos se têm revelado capazes de serem usados em corrida pelo que, apesar da diferença de performance, podemos ver alguma variabilidade neste capítulo.
O arranque com os pneus médios para depois trocar para duros permitirá aos pilotos que larguem fora de posição de estender o stint inicial e assim tentar ganhar algumas posições. A Pirelli estima que esta estratégia é tão rápida quanto a anterior, apesar da diferença entre os pneus macios e médios ser de aproximadamente 0.5 seg. (o que na corrida se deve esbater).
A estratégia alternativa de começar com macios e acabar com médios poderá exigir mais gestão no final dos stints, o que pode tornar a tarefa dos pilotos algo complicada, dependendo dos níveis de degradação. Há também a possibilidade de fazer um stint curto com pneus macios nas primeiras voltas e depois colocar duros para o resto da corrida, mas essa estratégia poderia implicar riscos, pois com o desgaste das borrachas pode tornar-se cada vez mais difícil aquecer os pneus e os pilotos podem ver-se na situação de não terem aderência nas últimas voltas.
Assim, apesar de termos apenas uma paragem em perspetiva, devemos ter alguma variabilidade na forma como as equipas vão tentar ganhar vantagem.





![F1, Paul Di Resta: “É muito surpreendente que [Oscar] Piastri rejeite a Alpine”](https://images.autosport.pt/2022/08/oscar-piastri-scaled-e1659527692988.jpg)







