GP da Espanha F1: Notas AutoSport (Parte II)
Continuação da avaliação do desempenho das equipas e dos pilotos no GP da Espanha.
McLaren – Evolução positiva mas… longe do topo
A McLaren avisou que ia trazer um carro praticamente novo e não falhou com a promessa, trazendo uma versão repensada do seu monolugar, onde se destacaram o novo nariz, com uma capa proeminente na traseira do mesmo, um conceito já usado na Mercedes e na Red Bull, mas menos visível. Alonso aprovou as mudanças que acabaram por se tornar melhorias, e a máquina ganhou alguns décimos por volta, que permitiu ao espanhol subir à Q3, pela primeira vez este ano. Mas a distância para os homens da frente continua a mesma, no entanto, já apresentam um ritmo capaz de fazer frente aos Renault e aos Haas. Na corrida tal não foi tão visível mas tanto Alonso com Vandoorne perderam 3 lugares nas primeiras curvas, o que não ajudou à tarefa. Ainda assim Alonso esteve ao seu nível e não falhou com a dose diária recomendada de pontos para a McLaren, enquanto Vandoorne teve um dia para esquecer, com penalizações e uma desistência. Não mostrou o andamento do colega algo que se vai repetindo.
Fernando Alonso: Nota 8
Stoffel Vandoorne: sem nota
McLaren: Nota 7
Force India – Ocon continua a não ter sorte
Num ano em que pode surgir uma vaga na Mercedes, Ocon não está a ter a tarefa facilitada para mostrar serviço. Primeiro o carro ainda não é competitivo como gostaria e a sorte não tem andado ao lado do francês. Em Barcelona além de um pit stop desastroso, em que um pedaço de fita cola atrapalhou o processo (20 seg. perdidos), a sua unidade motriz perdeu pressão de óleo, o que o obrigou a desistir da corrida. Perez voltou a estar muito bem, fez uma corrida muito sólida e teve a sorte do seu lado quando não se conseguiu desviar dos pedaços da asa de Verstappen. Em Baku, Bottas ficou a lamentar-se numa situação identica mas Checo passou incólume, garantindo alguns pontos para a Force India.
Checo Pérez: Nota 8
Esteban Ocon: sem nota
Force India: Nota 7
Sauber – Leclerc apanhou-lhe o jeito
O jovem monegásco avisou que nao iria mudar a sua abordagem depois do brilharete em Baku. E pelos vistos não mudou mesmo, pois voltou a conquistar pontos para a Sauber pela segunda vez consecutiva, algo que já não acontecia há muito tempo. Charles Leclerc aguentou um tal de Fernando Alonso durante várias voltas e tentou fazer o mesmo a Pérez sem sucesso, conseguindo ainda assim mais um pontinho para a equipa. Nas duas pistas que já conhecia do ano passado, conseguiu excelentes prestações. Não será coincidência. Já Ericsson foi apanhado na confusão da primeira volta e nunca mais conseguiu recuperar.
Charles Leclerc: Nota 9
Marcus Ericsson: Nota 7
Sauber: Nota 8
Williams – Arranques de Stroll continuam a dar resultado
O canadiano tem sido criticado e olhado com algumas desconfiança, mas a verdade é que o carro deste ano não lhe permite fazer milagres. Mas Stroll é claramente dos melhores no arranque e mais uma vez conseguiu subir várias posições e aguentou-se às portas dos pontos, sem argumentos para conseguir mais. Sirotkin é que também ainda não convenceu e fez um pião sozinho (este apanhado pelas câmaras) sozinho, no recomeço depois do VSC. Não está fácil para o russo mas é dificil apontar o dedo aos pilotos tendo em mão maquinaria tão pobre.
Lance Stroll: Nota 7
Sergey Sirotkin: Nota 5
Williams: Nota 4
Toro Rosso – Pouca história para contar
Não foi um fim de semana fácil para a equipa. O acidente de Hartley no TL3 danificou muito o seu monolugar e foi preciso um trabalho fantástico da equipa para colocar o carro em pista. O campeão de resistência apenas quis levar a máquina até ao final e assim o fez. A qualificação não foi nada de especial para Gasly e a corrida foi significativamente encurtada com o incidente provocado por Grosjean. Zero pontos, zero hipóteses de tentar algo mais.
Brendon Hartley: Nota 5
Pierre Gasly: sem nota
Toro Rosso: Nota 5
Próxima corrida será numa das jóias da coroa da F1… GP do Mónaco de 25 a 27 de Maio.
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