Lewis Hamilton conquistou no Grande Prémio da China o seu primeiro pódio ao volante da Ferrari, terminando na terceira posição e colocando fim a um longo período sem presenças entre os três primeiros. Após o resultado em Xangai, o heptacampeão mundial mostrou-se confiante de que a sua primeira vitória com a equipa italiana poderá estar cada vez mais próxima.
A corrida na China marcou um momento importante para Hamilton na sua passagem pela Ferrari. O britânico chegou mesmo a assumir a liderança logo na primeira volta, ultrapassando Kimi Antonelli, embora o jovem piloto italiano tenha recuperado posteriormente a posição.
Ao longo da prova, Hamilton protagonizou ainda uma disputa interna intensa com o companheiro de equipa Charles Leclerc, acabando por levar a melhor nesse confronto direto. Apesar do bom desempenho, o resultado não foi suficiente para desafiar o domínio da Mercedes, que colocou Antonelli e George Russell nos dois primeiros lugares.
Ainda assim, o terceiro lugar permitiu a Hamilton alcançar o primeiro pódio com a Ferrari e pôr fim a uma série de 27 corridas sem subir ao pódio, que remontava ao Grande Prémio de Las Vegas de 2024. Com este resultado, o piloto britânico reforçou também o seu recorde de mais pódios na história da Fórmula 1, atingindo um total de 203.
Apesar da melhoria demonstrada em Xangai, Hamilton reconhece que a Ferrari ainda precisa de reduzir a diferença para a Mercedes, sobretudo em termos de carga aerodinâmica, eficiência e potência do motor.
O piloto de 41 anos continua também à procura da primeira vitória em grandes prémios desde que se mudou para Maranello em 2025. A última vitória numa corrida principal remonta ainda ao período em que representava a Mercedes.
Na conferência de imprensa após a corrida, Lewis Hamilton mostrou-se encorajado pelo progresso da Ferrari e admitiu que a possibilidade de vencer parece agora mais realista:
“Sinto claramente que a vitória está mais à vista do que nunca. No ano passado parecia algo muito distante”, afirmou Lewis Hamilton na conferência de imprensa após o Grande Prémio da China. “Como se viu, eles ainda têm quatro ou cinco décimos de vantagem sobre nós em ritmo de corrida. É um grande passo que precisamos de recuperar, tanto em carga aerodinâmica e eficiência como em potência. Acredito realmente em toda a gente em Maranello e que não é impossível ultrapassar esta diferença. Por isso, Forza Ferrari — temos simplesmente de continuar a trabalhar.”
Foto: Laurent Cartalade /MPSA










