O sábado foi um dia bastante preenchido, como é habitual nos fins de semana de Sprint. Na corrida Sprint, a grande maioria dos pilotos, com exceção de Colapinto que optou pelos pneus Macios, utilizou o composto Médio.
Oito dos pilotos que usaram o Médio recorreram a conjuntos novos, enquanto onze usaram conjuntos já usados numa sessão de qualificação. O composto C3 comportou-se como esperado, com uma degradação significativa, mas não excessiva.
O composto C4, utilizado por Colapinto, demonstrou uma degradação não muito diferente do seu “irmão” mais duro. Para a qualificação, todos os pilotos usaram o composto Macio, novamente com Colapinto a fazer a sua primeira volta da Q1 com o Médio. Na Q1, doze pilotos utilizaram pneus C4 usados.
Mario Isola, Diretor de Automobilismo da Pirelli, sublinhou a quantidade de informação útil recolhida sobre o comportamento do pneu Médio na corrida Sprint. Embora a degradação seja um fator em Spa, devido à exigência da pista, não foi dramática, e não se verificou graining (granulação), algo que já tinha sido notado nos treinos livres de sexta-feira.
Quanto à estratégia para a corrida principal, a principal consideração é a elevada probabilidade de chuva, o que abre um vasto leque de cenários. Se a corrida for em piso seco e com temperaturas de pista significativamente mais baixas, os compostos Macio e Médio serão os mais competitivos. Dada a pequena diferença entre uma estratégia de uma paragem e duas paragens, qualquer combinação de pneus Macio e Médio é possível. Isola realça que a decisão de trazer um composto Duro mais resistente para esta pista não foi um erro, pois se tivessem mantido o trio do ano passado, a estratégia de uma paragem seria consideravelmente mais rápida. É importante notar que as ultrapassagens em Spa não são fáceis, como se observou nas corridas Sprint de F1, F2 e F3, onde se formaram “comboios” de carros, mesmo com a presença do DRS. Isto sugere que o arranque e, em particular, o primeiro setor na volta de abertura, serão cruciais, e o slipstreaming (vácuo) poderá desempenhar um papel importante.
Se a corrida começar em seco, mas com ameaça de chuva, o composto Médio será o favorito para oferecer maior flexibilidade na gestão do momento de troca para pneus de chuva ou para prolongar o primeiro stint o máximo possível.
O Circuito de Spa-Francorchamps é amplamente reconhecido como um dos mais desafiantes e icónicos do calendário da Fórmula 1. Com a sua extensão de mais de sete quilómetros, é a pista mais longa do campeonato, famosa pelas suas curvas rápidas, variações de altitude dramáticas e, em particular, pela lendária secção de Eau Rouge e Raidillon. A imprevisibilidade do clima na região das Ardenas belgas adiciona uma camada extra de complexidade, frequentemente resultando em condições mistas que podem mudar rapidamente durante uma corrida, testando ao limite a capacidade dos pilotos e as estratégias das equipas. A combinação de alta velocidade, curvas técnicas e a possibilidade de chuva torna cada Grande Prémio da Bélgica um evento singular e muitas vezes memorável na história da Fórmula 1.











