Já passou o prazo para Jolyon Palmer mostrar algo que o leve a ficar na F1 para além do final de 2017, mas o ano passado foi precisamente depois da paragem a meio do ano que o inglês fez o suficiente para a Renault lhe dar nova oportunidade. Já no ano passado o piloto inglês, frente a Kevin Magnussen, tinha mostrado dificuldades em conseguir os resultados necessários para se manter na Fórmula 1, mas uma ponta final de temporada em que mostrou uma evolução significativa, talvez sublinhada pela descida de
forma do dinamarquês que estava já de olho em outras paragens e não acreditava na equipa de Enstone, juntamente com a influência do seu pai – Jonathan Palmer –, permitiram a Jolyon manter o seu volante. 2017 era o ano em que Palmer teria que mostrar se era “material para o mundo dos Grandes Prémios”, correndo o risco de sair pela porta pequena, sem que a influência paternal pudesse ter algum efeito.
É verdade que o Campeão de GP2 de 2014 tem sofrido mais problemas técnicos no seu Renault que Nico Hulkenberg, tendo-o impedido de poder ganhar confiança ao longo de inúmeros fins-de-semana, o que prejudicou as suas performances, mas, por outro lado, já perdeu também algumas oportunidades para poder mostrar-se e, quando se tem o rapidíssimo alemão ao seu lado, qualquer performance menos conseguida é ampliada.
É evidente que o lugar de Palmer está em risco e o teste que Robert Kubica efetuou com a Renault deixou isso claro. A formação de Enstone, que percebe que o seu piloto está em dificuldades, preferiu dar a possibilidade ao polaco de testar um carro atual a proporcionar ao inglês mais alguns quilómetros para ganhar confiança de modo a poder ter um bom final de temporada, que poderia até beneficiar a equipa no Campeonato de Construtores, o que terá sido mais um golpe na sua debilitada confiança.
Sem qualquer ponto contra os 26 de Hulkenberg, só uma ponta final de temporada extraordinária permitiria a Palmer manter o seu lugar, mas isso dificilmente acontecerá e é praticamente um dado adquirido que deixará a Renault. Resta saber quando, uma vez que Kubica está pronto para o regresso…









