Após o bom desempenho da Haas no teste de pré-temporada no Bahrein e principalmente na corrida inaugural, no mesmo circuito, surgiram algumas dúvidas sobre a ligação entre a equipa norte-americana e a Ferrari, fornecedora de vários componentes, tendo sido apelidado o Haas VF-22 de “Ferrari branco”, numa clara alusão ao que aconteceu no passado recente entre a Racing Point e a Mercedes.
O desempenho dos Haas é de longe melhor que nos últimos dois anos e a equipa mantém uma estrutura pequena dentro do ambiente da Fórmula 1, por causa disso se levantou esta dúvida. Mesmo depois de duas corridas, os responsáveis de outras equipas ainda discutem este tema, como foi o caso de Otmar Szafnauer e Frédéric Vasseur, dois chefes de equipa de estruturas adversárias da Haas no meio do pelotão.
“É uma equipa pequena que se saiu bem durante o inverno, da última à, por vezes, terceira equipa mais rápida”, começou assim o responsável da Alpine por responder a uma questão na conferência de imprensa na Austrália. Szafnauer continuou dizendo que “geralmente, numa grande mudança de regulamento – ao longo dos anos que estive na Fórmula 1 foi assim – quanto maior for a mudança de regulamento, mais favorece aqueles com know-how e as infra-estruturas e as ferramentas para explorar as novas regras. Portanto, é um pouco surpreendente que os Haas estejam onde estão para uma pequena equipa, mas espero que a FIA investigue e chegue à conclusão certa entre o quão semelhantes são os dois carros”, referindo-se aos Ferrari F1-75.
Ainda sobre este tema, Otmar Szafnauer, admitiu alterações ao regulamento, se a FIA não conseguir controlar as equipas. “Num mundo ideal, as regras são bastante claras. E a dificuldade é vigiar. Portanto, se não se consegue zelar pelas regras é impossível, então penso que devemos mudar as regras que são capazes de ser controladas de modo a que o pelotão seja uniforme. Assim, penso que há mais discussão a ser feita com a FIA, e talvez reformular as regras de modo a que possam ser controladas”.
Frédéric Vasseur, da Alfa Romeo, não chega tão longe como Otmar Szafnauer, mas avisa que “o mais importante é poder controlar tudo, que temos restrições no túnel de vento, temos uma restrição no orçamento. Temos de confiar na FIA, estão a fazer um bom trabalho”. O engenheiro francês voltou a referir que o trabalho da FIA é ser o regulador e que tem a certeza que estarão a averiguar se o regulamento foi ou não cumprido, em todas as equipas.











