À entrada para o decisivo Grande Prémio de Abu Dhabi, Oscar Piastri, que ainda na luta pelo título mundial de Fórmula 1, foi aconselhado a ignorar eventuais ordens de equipa vindas da McLaren. A pressão intensifica-se numa disputa tripla que envolve também Lando Norris e Max Verstappen, com a hierarquia interna da McLaren a assumir particular relevância na gestão estratégica da corrida.
Piastri caiu para terceiro no campeonato após o fim de semana no Qatar, encontrando-se agora a 16 pontos do companheiro de equipa, Lando Norris, líder da classificação com Verstappen colocado entre ambos. Face a este cenário, Zak Brown, CEO da McLaren Racing, admitiu que a equipa poderá recorrer a ordens de equipa caso, durante a corrida, se torne evidente que apenas um dos pilotos mantém reais hipóteses de conquistar o título.
Brown afirmou que, embora a equipa tivesse negado essa possibilidade no início da semana, a prioridade absoluta é o campeonato de pilotos: seria, nas suas palavras, “insensato” não atuar em conformidade. Contudo, esta posição não recolhe consenso no paddock. George Russell, piloto da Mercedes, reiterou que a McLaren não deveria pedir a nenhum dos seus pilotos que abdicasse da luta direta pelo título nesta fase da temporada, incentivando Piastri a resistir a qualquer ordem que o prejudique.
“É mais fácil desligar o rádio! Obviamente, se estiveres na posição da equipa, tens de permitir a ultrapassagem. Mas, colocando-te na pele dos pilotos… no fim do dia, daqui a dois anos, se o Lando for campeão e for assim que ganhou, ninguém se vai lembrar. Ninguém vai realmente importar-se.
Mas, para mim, sendo piloto, não acho que nesta fase da época, tendo ambos hipóteses… como é que isto pode sequer ser discutido numa reunião?”










