Charles Leclerc (Ferrari SF-23) tudo tentou, mas não evitou que a Ferrari ficasse a quatro ponto do seu objetivo no campeonato enquanto ele próprio não conseguiu melhor do que terminar a 17.993s de Max Verstappen. Era uma tarefa inglória como ficou provado este ano, quase vezes sem conta pela Red Bull, ficando também claro que Max Verstappen faz ali muita diferença, pois basta ver o que Sergio Pérez faz com o mesmo carro.
Leclerc ainda teve presença de espírito para engendrar uma maneira da Ferrari poder bater a Mercedes ao deixar-se ficar para trás, deixando Sergio Pérez passá-lo, de modo a ver se George Russell ficava a mais de cinco segundos na frente do piloto da Mercedes e com isso lhe roubasse pontos que poderia ajudar a Ferrari. O monegasco era segundo até às últimas voltas, quando optou por deixar Perez passar por ele e tentar criar uma diferença suficiente entre o Red Bull e Russell para aumentar as hipóteses da Ferrari de bater a Mercedes para o segundo lugar na classificação dos construtores.
Não resultou, mas até no facto de não ter bloqueado Russell, como este confessou no final da corrida, agradecendo o desportivismo do seu adversário, que quis tentar tudo mas sem nunca quebrando as regras. Nem de perto Leclerc tentou algo como há dois anos nesta pista Sergio Pérez fez a Lewis Hamilton. Por isso, ‘cartão branco’ para Charles Leclerc.
Para além disso, os seus receios quanto à degradação excessiva dos pneus da Ferrari não se manifestaram e por isso fez uma corrida limpa no segundo lugar.










