Continuam a surgir rumores do interesse de novas marcas na F1, mas é uma história já antiga, sem resultados práticos. O Grande Circo tem poucas vagas para o talento que surge nas categorias de iniciação e Toto Wolff voltou a referir a ideia de cada equipa ter três carros.
Se olharmos para a F2 e a F3, temos vários nomes que mostram potencial para brilharem na F1, mas olhando para a grelha atual, temos muitos nomes jovens que irão permanecer por muitos anos, o que dificulta a entrada de novos talentos. Mais ainda, apesar de quantidade não ser sinónimo de qualidade, fazem falta mais dois ou quatro carros para termos uma grelha mais composta.
Toto Wolff acredita que se devem encontrar soluções para integração dos jovens talentos e a solução dos três carros por equipa foi novamente sugerida:
“Penso que precisamos de garantir que os jovens pilotos talentosos tenham a possibilidade de subir. O que sempre fui a favor não foi apenas das sessões obrigatórias da FP1 para jovens, mas também acrescentar uma ou duas corridas, em que esses jovens pilotos ou esses estreantes possam correr, e fazer parte, por exemplo, do campeonato de construtores.
“Ainda mais radicalmente, se financeiramente puder ser acomodado, ter um terceiro carro com um piloto jovem obrigatório. De repente, temos uma grelha de 30 carros, e as equipas mais pequenas podem financiar esses lugares com pilotos ou patrocinadores. Isso pode ser muito excitante”.
Christian Horner é também dessa opinião:
Há uma grande variedade de jovens na Fórmula 2 que merecem uma oportunidade e não há, de momento, os lugares para eles”, disse Horner. “Por isso, estão à espera que um Kimi [Raikkonen] se retire para abrir um lugar para um jovem algures ao fundo da grelha para entrar. Com o limite orçamental, pelo que sei, praticamente todas as equipas estão nesse limite no próximo ano. Este é um resultado positivo porque há pilotos com orçamentos significativos que não estão a obter lugares porque as equipas são capazes de operar independentemente a esses níveis de limite máximo, de modo a mostrar que está a funcionar, que está a fazer o seu trabalho. Claro que temos aquele problema antigo que, assim que começar a dividir a tarte por mais membros, ela fica diluída e por isso vai haver reticências em fazer isso, daí o tópico do terceiro carro. Mas, em última análise, precisamos de mais dois a quatro carros na grelha para que os jovens talentos tenham a oportunidade de mostrar as suas cores na Fórmula 1”.










Já que a entrada de novas equipas está ,devido ao valor a pagar, quase impossibilitado porque não um terceiro carro?
Ou então não cobrar esse valor absurdo de entrada, mas obrigar a apresentar garantias bancárias de orçamento para época e meia ou duas.
A F1 do séc. XXI parece a banca da fruta das grandes superficies comerciais: é tudo igual, tudo padronizado. Se não fossem as cores dos carros nem saberia qual é qual. Não há um rasgo, tudo limitado, controlado, vigiado. Quando comecei a ver eram aprox. 15 corridas, uns 8 pilotos de 5 equipas ganhavam provas, participavam aprox. 50 pilotos por época. As equipas tinham o nº de carros/pilotos que queriam, existiam equipas independentes/privadas, carros “alugados” a pilotos locais/pagantes. Bem sei que a era Ford Cosworth foi favorecida pelos custos baixos dum motor que permaneceu quase igual uns 15 anos, mas… Ler mais »
Em abstrato, um terceiro carro não me agrada, preferia mais equipas, nem que fossem equipas B das já existentes. Se uma equipa tem três carros e um domínio, como a da Mercedes ou, no passado, a Ferrari ou a Red Bull, arriscamo-nos a ter um pódio de uma só equipa, o que não é bom, mas é preciso dar lugar aos novos. Se arranjarem uma forma aceitável, que não desvirtue o ADN da F1, tudo bem. Por exemplo (mantendo as actuais equipas): o terceiro carro ser obrigatoriamente para um jovem e não poderá exceder dois anos na equipa o terceiro… Ler mais »
A ideia pode agradar a Mercedes e RB, porque têm dinheiro para isso. Ainda agora introduziram o tecto orçamental para equilibrar o plantel, agora já querem um terceiro carro para as equipas pequenas voltarem e estar com a corda ao pescoço? É que é tudo a triplicar. Para uma equipa grande ter mais um carro podem ser trocos, para uma equipa pequena é andar o ano todo a contar os tostões. Especialmente se tiverem acidentes, que é comum quando se anda no meio do plantel. A outra questão é que as pistas onde a F1 opera, há espaço para ter… Ler mais »
Mas acha mesmo que as equipas pequenas iriam ter um terceiro carro? Eu só vejo cinco com possibilidades de os terem: Mercedes, Red Bull, Ferrari, Alpine e, talvez, McLaren.
Eu também sou a favor dum terceiro carro… de reserva. Já têm as equipas B, já chega. A FIA que arrange mas é maneira de adoçar a boca a novos constructores. Se fizerem como eu digo em vez que andarem a brincar à macaca! A FE é eléctrica? Diz que sim. A F1 só tem que manter o tecto orçamental e liberalizar as unidades motrizes. Quem competir com um motor a jacto? Façam favor. Querem competir com uma roda de hamster? É proibido porque os hamsters 🐹também choram. Eléctricos, etanol, óleo de cozinha, híbridos, eléctricos, hidrogénio, etc. Desde que façam… Ler mais »
A Fórmula 1 está a ficar demasiado padronizada.
Como foi referido anteriormente aqui, antes havia mais liberdade de escolha por parte das equipas, havia com tivesse 1, 2, 3 ou mais carros em pista, havia equipas “privadas”, chegou a haver 4 fornecedores de pneus em prova, havia muita mais diversidade. Os tempos eram outros e os custos também, mas acredito que nos dias de hoje seria possivel encontrar um compromisso que torna se a F1 de novo num desporto fantástico